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Garantir o funcionamento de um datacenter é ainda mais importante quando a empresa lida com informações críticas, como serviços bancários. Júlio Cezar de Conti, Supervisor de Engenharia e Infraestrutura de TI do Itaú-Unibanco comentou sobre a modernização dos datacenters do banco em sua palestra na Conferência Datacenter Dynamics.

Para Conti, a principal missão da área de TI é promover o conceito de parada zero: há sempre duas fontes de alimentação diferentes, garantindo o funcionamento pleno dos centros de dados do Itaú-Unibanco.

A cada ano, a demanda por energia elétrica dos datacenters cresce cerca de 15%. Para comparação, em 2002, o datacenter tinha 900 Kw instalados e densidade de 0,3 Kw/m² e hoje são 3100 Kw instalados e 0,6 Kw/m² no prédio localizado na zona sul de São Paulo.

Tanta demanda por energia levou o Itaú-Unibanco a pesquisar maneiras de tornar seu datacenter mais eficiente. Desde 2004, o banco revisou a sua infraestrutura de eletricidade, passou a utilizar ar-condicionado de precisão e realocou os racks para criar corredores de ar quente e ar frio.

Como resultado, o índice de eficiência energética (PUE, na sigla em inglês) caiu de 2,14 para 1,65 em sete anos. Essa melhora pode ser verificada com a economia de R$ 500 mil, em sete toneladas a menos de cabeamento no datacenter e em 72 toneladas de CO2 não emitidas por conta de um gasto energético 43% menor.