Prévia do estudo "Mercado Brasileiro de Software e Serviços" posiciona o Brasil em 9º lugar no ranking mundial de investimentos em TI (software, hardware e serviços); estudo traz ambém balanço do mercado de TIC e previsões de investimento em tecnologia no mercado brasileiro em 2019.
 
O Brasil se mantém em 9º lugar no ranking mundial de investimentos em TI, de acordo com prévia do estudo "Mercado Brasileiro de Software e Serviços", da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) com a consultoria IDC, divulgada esta semana, em São Paulo.
 
O documento, que utiliza dados da IDC referentes ao último ano, mostra que os investimentos em TI (software, hardware e serviços) no Brasil superaram as expectativas para 2018, chegando a US$ 47 bilhões, um crescimento de 9,8% em relação a 2017, mais que o dobro da previsão para o ano, que foi de 4,1%.
 
Desse valor, US$ 23,9 bilhões (51,3%) são referentes a investimentos em hardware, US$12,2 bilhões (26,2%) a serviços e US$ 10,5 bilhões (22,5%) a software. "Com um crescimento de 9,8%, o Brasil superou a média mundial de investimentos em TI em 2018, que foi de 6,7%.
 
Esses dados mostram que uma tímida recuperação da Economia observada em 2018, aliada a expectativa de uma recuperação mais vigorosa à partir de 2019, trouxeram uma retomada dos investimentos em tecnologia que superaram a expectativa, comprovando a importância do setor para que as empresas possam buscar mais produtividade, eficiência e competitividade", comenta Jorge Sukarie, vice-presidente do Conselho da ABES.
 
Mercado mundial de TI
 
Os números preliminares do estudo, que deve ser publicado na íntegra no segundo semestre de 2019, indicam que a somatória dos investimentos em TI, em 2018, entre os países analisados, chegou a US$ 2,23 trilhões, um valor 6,7% maior que o ano anterior. Os Estados Unidos lideram o ranking mundial com US$ 822 bilhões, seguidos por China e Japão com US$ 250 bilhões e US$ 140 bilhões, respectivamente.
 
Na América Latina, o Brasil se manteve em primeiro lugar no ranking regional, responsável por 42,8% dos investimentos em TI, mais que o dobro registrado pelo México (20%), que ficou em segundo lugar, seguido por Argentina (7,5%) e Colômbia (7,1%). A região investiu US$ 108,8 bilhões no mercado de TI em 2018, representando quase 11% do total mundial.
 
Em relação ao investimento em TIC, que inclui TI e Telecom, o Brasil desceu uma posição, ficando em 7º lugar no ranking mundial, com US$ 97 bilhões investidos, seguindo uma tendência de ligeira retração dos últimos anos desse setor, muito relacionada à transição de voz para dados dos consumidores. Neste quesito, o Brasil ficou ainda à frente da Índia (US$86 bilhões) e logo depois da França (US$109 bilhões).
 
Previsões para o Mercado Brasileiro de TI em 2019
 
Entre algumas tendências apontadas no estudo, as soluções de próxima geração para segurança de informação figuram como uma área que deve atingir US$ 671 milhões, em 2019, crescendo 2,5 vezes mais rápido que as soluções tradicionais. Em relação ao uso da Inteligência Artificial (IA), o estudo indica que, no Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm essa tecnologia entre as principais iniciativas e espera-se que isso dobre nos próximos quatro anos.
 
Já o Big Data e Analytics devem avançar em 2019, alcançando US$ 4,2 bilhões. O mercado de Nuvem Pública no Brasil chegará a US$ 2,3 bilhões em 2019. O ecossistema de IoT deve movimentar US$ 9 bilhões em 2019, e crescer acima de 20% ano até 2022. O mercado de devices representará 38% de todo o investimento em TI no Brasil (cerca de US$ 24,5 bilhões), com a venda de dispositivos de maior valor.
 
A expectativa de crescimento para os investimentos em TI no Brasil para 2019 é de 10,5%, ainda impulsionada pela venda de devices, contra uma expectativa de crescimento médio mundial de 4,9%. É o Brasil voltando a crescer o dobro da média mundial, como ocorria até 2013. Para TIC espera-se um crescimento mais moderado, da ordem de 4,9%.
 
"O crescimento de 9.8% do setor comparado com o do PIB de 1.1% demonstra um movimento crescente das empresas e governo no Brasil, em absorver tecnologia de forma significativa, certamente motivados pelos benefícios de redução de custos e da melhora na produtividade, fatores essenciais para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo.
 
Neste sentido, o principal objetivo da ABES é assegurar um ambiente atrativo para investimentos e inovador. Acredito que além de ajudar no desempenho dos negócios, a TI tem um papel fundamental para tornar o Brasil menos desigual", afirma Rodolfo Fücher, presidente da ABES.