O crescimento da economia digital vem impulsionando fortemente a busca, tanto por espaço e energia, como também por conectividade e pela Multicloud Híbrida no Brasil. Nos últimos anos, São Paulo se consolidou como um hub regional estratégico para a América Latina, atraindo investimentos da maioria dos grandes provedores de cloud.

Neste cenário dinâmico, cada negócio está se tornando um provedor digital, o que requer um novo tipo de infraestrutura, construída em torno da utilização de ecossistemas para oferecer experiências digitais fluidas e eficientes.

“Nas Américas, os provedores de serviço devem consumir 56% da velocidade de interconexão até 2025. Os provedores de rede são os maiores usuários e também os que crescem mais rapidamente. Mas é fato que ainda há muitas empresas com data center on-premises no Brasil, em diferentes estágios de migração de suas cargas de trabalho para a nuvem. Com a migração intensa, os provedores buscam parceiros de colocation para ampliar seu alcance. De acordo com a Frost&Sullivan, o mercado de serviços de data center da América Latina está crescendo, com previsão de taxa composta de crescimento anual de 12,9% entre 2019 e 2024”, destaca Eduardo Carvalho, Managing Director | LATAM – Equinix.

Alessandro Lombardi, CEO da Elea Digital, ressalta que OTTs e hyperscalers estão assegurando neste biênio capacidade para desenvolver Nuvem Pública nos próximos 10 anos, o que demonstra que o setor está investindo em aumento de capacidade.

“O mercado do Rio de Janeiro está se desenvolvendo como hub de Nuvem Pública alternativo a São Paulo e Campinas, o que faz com que o Brasil reafirme sua posição como principal hub da América Latina. Ao mesmo tempo, está nascendo um mercado agregado voltado para a edge, em regiões denominadas como Tier 2 em Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza”, detalha o CEO da Elea Digital.

Cléber Braz, Sales and Marketing Vice President, Scala Data Centers, observa que a evolução das regulamentações de proteção de dados no mundo também está reformulando a demanda de infraestrutura digital, à medida que aumenta a obrigação de armazenamento local de dados. Por isso, toda a cadeia de infraestrutura de TI vem trabalhando para colocar cada vez mais cargas de trabalho mais próximas dos usuários finais, inclusive no Brasil e na América Latina. "Para a Scala, o segmento foco é o mercado hyperscale, que tem tido presença cada vez maior no Brasil e na América Latina, impulsionado por grandes compradores de colocation. Portanto, precisam de uma infraestrutura digital robusta. Além disso, o mercado brasileiro tem amadurecido com a digitalização da economia, o que faz a infraestrutura digital ser ainda mais importante para empresas de diversas áreas como e-commerce, telecomunicações e financeiro, por exemplo", detalha.

Seguindo na mesma trilha, Rodrigo Couto, Director Data Center Solutions LATAM - CBRE, avalia que “as perspectivas de novos lançamentos refletem a demanda crescente em especial dos provedores de nuvem que vêem um aumento em suas locações espantoso. A expectativa é que demanda siga com alta pressão, dado o incremento de dados em praticamente todas as indústrias de mercado e a preparação para chegada do 5G e outras tecnologias agregadas”.

Sérgio Costa, CEO da Strings, pontua que a decisão pela construção de novos e maiores data centers é tomada com base em estudos detalhados de mercado, demanda constatada e projetada. Cada grupo tem a sua própria estratégia. Caso, por algum motivo a demanda não seja suficiente para todos, certamente teremos um movimento de fusões e aquisições nos médio e longo prazos.

Programado para o dia 7 de novembro, às 16:00, dentro do DCD>Connect, o painel "DC-Nomics: Como os investimentos, construções e expansões estão mudando o cenário do setor de Data Center no Brasil?", contará também com Leandro Vasconcelos, CEO da Open Data Center.