Consolidada na Colômbia, a Internexa, empresa pertencente ao Grupo ISA, que oferece serviços de infraestrutura de telecomunicações, escolheu o Brasil para hospedar sua primeira estrutura de colocation para conteúdos e telecomunicações fora da Colômbia.
A estrutura, recém-inaugurada, faz parte da estratégia da empresa de integrar conectividade nacional e internacional com disponibilidade de conteúdo com alta performance, e também visa beneficiar o mercado de pequenos provedores de conexão, já que a previsão é de que haja uma melhora de serviço e aumento do consumo de dados.
No local, além da estrutura, foi criada a primeira sala de monitoramento (uma área total de 820m²), que tem como objetivo melhorar as condições existentes no país e oferecer mais infraestrutura, tecnologia e segurança, além de ampliar o relacionamento e oferecer atendimento 7x24x365.
Rio de Janeiro
Em 2013, a Internexa adquiriu a NQT com 2.700 km de fibra ótica, no Rio de Janeiro, o que permitiu a criação de uma rede de fibra ótica que interliga por terra São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Desde então, o Estado possui importância estratégica para as operações da empresa. Somente no Rio de Janeiro a Internexa atende cerca de 50 operadoras, que também são potenciais clientes para a estrutura de colocation.
A instalação ocupa um andar no edifício Teleporto, no centro do Rio, onde estão instaladas as maiores empresas de telecomunicações do país.
Com a iniciativa, a Internexa espera ampliar o relacionamento com seus clientes. Com isso, a expectativa é que esta área represente de 10 - 15% do faturamento da empresa em até dois anos.
"Esperamos que, das 50 operadoras atendidas no Rio de Janeiro, possamos ter metade delas como clientes em até dois anos", diz o presidente da Internexa no Brasil, Paulo Mello.
Cabos submarinos
Em dezembro de 2015, a Internexa investiu US$120 milhões em cabos submarinos de fibra ótica da TWIS, cabos esses que interligam o Brasil aos Estados Unidos, Colômbia, Equador, Chile, Peru e Argentina. Na ocasião, foram adquiridos 19 mil quilômetros de dois cabos submarinos da Telefônica, o SAM 1 e o PCCS. No início deste ano, a empresa anunciou a outra parte do acordo com a Telefônica, no qual terá direito a explorar um novo cabo submarino a ser construído pela companhia, o Brusa, e contará com 11 mil km, ligando o Brasil aos Estados Unidos. A previsão é de que o cabo entre em operação em 2018. O acordo é válido por 20 anos.
"O investimento em cabos submarinos nos garantirá uma melhora e agilidade em nossos serviços e uma qualidade elevada de conexão. Operando com cabos submarinos, conseguimos dobrar nossa rede de fibra ótica de 30 para 60 mil km, ampliar a cobertura de banda larga na região e conquistar a posição de Tier-1 entre as empresas de telecomunicações no continente", destaca.
Atuação
A Internexa atua no Brasil há cinco anos e vem apostando no desenvolvimento da infraestrutura de tecnologias.
"Nosso crescimento tem sido bem expressivo, nos últimos anos, em grande parte por conta da expansão e popularização da internet banda larga."
Hoje a empresa possui uma velocidade de transporte 40 vezes superior a inicial e ampliou sua rede em 95% desde o início das operações no país.
Além disso, conta com 6,8 mil km de rede terrestre e um projeto de ampliação da rede paulista em mais de 4 mil km. Atualmente atende cerca de 300 clientes e conta com mais de 100 funcionários no país, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Locais onde há o maior tráfego de telecomunicações e maior demanda de banda larga.
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