A Photoroom é uma empresa com seis anos de existência, uma plataforma de criação visual com IA para marcas, empresas e pequenos negócios, oferece soluções que vão desde a criação de logos por inteligência artificial até materiais de marketing completos. Desde janeiro de 2024, o Brasil se tornou o mercado que mais cresce no mundo: são quase 600 mil novos downloads por mês, superando os EUA e o México.
Para falar sobre as possibilidades do Brasil para o negócio da Photoroom, IA, mão de obra especializada e desafios da área, a DCD conversou com Julien Lafouge, Chief Financial Officer da Photoroom. Há um ano na empresa, Julien tem 10 anos de experiência na área de tecnologia, liderou equipes na França, Sudeste Asiático, Rússia e Dubai, com destaque para projetos de M&A, integração pós-aquisição, captação de recursos e preparação para IPO. No Brasil, foi responsável pelo lançamento do marketplace de mobilidade da BlaBlaCar.
Julien Lafouge destacou a diversidade de clientes da Photoroom, que inclui tanto indivíduos quanto pequenas e médias empresas, além de uma crescente demanda entre grandes corporações. O executivo enfatizou a importância do Brasil para a empresa pela alta adoção de inteligência artificial no país e a necessidade de educar os usuários sobre as novas funcionalidades da plataforma. Lafouge explica que a empresa investiu muito no produto e no desenvolvimento, criando uma solução bem completa para edição de fotos, criação de marca e todos os aspectos visuais. Na criação de logo por inteligência artificial, a plataforma irá sugerir diferentes opções e fornecer várias possibilidades. A intenção, diz Julien, é disponibilizar ao cliente, seja uma empresa pequena ou grande, a capacidade de fazer o marketing, principalmente online.
Sobre a entrada da Photoroom no mercado brasileiro, o executivo afirma que desde o começo a empresa foi bem recebida. O Brasil tem características de abertura à inovação, criatividade, importância da imagem e a plataforma teve boa aceitação. Com sua experiência no país, Lafouge acredita que o mercado é receptivo e a Photoroom pretende investir mais em marketing e melhorar sua performance. A empresa, diz Julien Lafouge, está na fase de aprendizagem e de tentar melhorar e acelerar no mercado brasileiro.
A conversa também explorou a relação entre a adoção de novas tecnologias e a estrutura organizacional das empresas, com Julien observando que a resistência à mudança é mais pronunciada em grandes empresas devido à burocracia. Ele argumentou que a inteligência artificial não resultará necessariamente em perda de empregos, mas exigirá adaptação e novas habilidades dos trabalhadores e, no global, o resultado é positivo. A pessoa pode ser impactada se não souber se adaptar às mudanças. Ele dá o exemplo da própria Photoroom; como ele era o primeiro na área de finanças e foi obrigada a recrutar novos funcionários. A equipe é pequena, enxuta, justamente porque se beneficia dessas soluções de automatização advindas da IA.
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