Recursos de Inteligência Artificial (IA) e Big Data ainda são pouco usados pelos estabelecimentos de saúde brasileiros. É o que mostra a nova pesquisa TIC Saúde, lançada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, e conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação.

O Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação tem o objetivo de produzir dados estatísticos e análises de impactos das tecnologias digitais na sociedade. A pesquisa mapeou a infraestrutura TIC nos estabelecimentos de saúde, investigou a disponibilidade de sistemas TIC e aplicações baseados em TIC, mediu a sua apropriação por profissionais da saúde.

De acordo com o estudo, dos 120 mil estabelecimentos cadastrados, apenas 7.594 unidades fizeram análise de Big Data em 2022, sendo 1.857 públicos e 5.738 privados. Dentre os que usaram o recurso, a principal fonte dos dados foram: 76% cadastro e prontuários, 74% dispositivos inteligentes ou sensores, 56% mídias sociais, e 55% dispositivos portáteis.

Quanto ao uso da Inteligência Artificial, foram identificados em apenas 3.567 dos estabelecimentos (3% dos analisados), sendo 3.231 unidades privadas e 336 do setor público. A pesquisa também analisou o uso da robótica, presente em 4.725 das unidades de saúde (4%) e do blockchain, usado por 1.577 estabelecimentos (1%).

As entrevistas foram realizadas com 2.127 gestores de estabelecimentos de saúde e 1.942 profissionais de saúde em todo o território nacional, entre abril e outubro de 2022.