Antes da Revolução Industrial, a maioria dos produtos era feita à mão, utilizando trabalho humano e ferramentas simples — um processo demorado. Com o desenvolvimento de novas tecnologias — começando com as máquinas a vapor — as empresas passaram a utilizar máquinas no processo de fabricação. O resultado? Maior quantidade de produtos a custos mais baixos.
Hoje, a manufatura — que transforma matérias-primas em algo com mais utilidade ou valor — é uma grande impulsionadora da economia global. Adicionar eficiências simples ao fluxo de trabalho aumenta ainda mais o valor, permitindo produzir mais bens com menos materiais ou menos horas de trabalho. E, à medida que as empresas finalizam mais produtos em menos tempo, há mais lucro em toda a cadeia de negócios.
Revoluções industriais ao longo do tempo
A manufatura é essencial para nossas vidas
A Intel colocou o silício no Vale do Silício e tem trilhado uma jornada de inovação há 50 anos em tecnologia de processos (trigate), arquitetura (x86, multi-core), memória (3D XPoint) e conectividade (Ethernet, USB, Wi-Fi, LTE, Thunderbolt, 5G).
A manufatura está no centro de como vivemos. É fundamental para os itens do dia a dia com os quais interagimos, nos quais confiamos, que consumimos e dos quais gostamos. E está no coração da Intel.
A Intel fabrica chips semicondutores, chips gráficos, chipsets de placas-mãe e outros dispositivos computacionais. À medida que a fabricação de semicondutores se torna mais complexa, a Intel é uma das poucas empresas no mundo — e a única nos Estados Unidos — que realiza internamente tanto o design de ponta quanto a manufatura.
Produzir chips de computador envolve um dos processos de fabricação mais complexos já criados pela humanidade. Desde 1968, engenheiros e cientistas da Intel enfrentaram — e superaram — os desafios impostos pela física ao tentar encaixar bilhões de transistores microscópicos em chips cada vez menores. Cumprir essa promessa exige uma equipe global massiva, infraestrutura de fábrica de classe mundial e um ecossistema robusto de cadeia de suprimentos.
Convertendo matérias-primas
A fabricação de semicondutores na Intel evolui a cada poucos anos e, conforme previsto pela Lei de Moore, oferece mais funcionalidades e desempenho, melhor eficiência energética e menor custo por transistor a cada nova geração. Com locais de fabricação de wafers e unidades de montagem/teste em todo o mundo, as instalações da Intel operam com flexibilidade excepcional em uma rede global.
Ao aquecer areia com pó de magnésio, um fabricante converte essa matéria-prima em silício — o ingrediente-chave encontrado em todo processador de computador. Se não transformássemos matérias-primas em bens mais complexos, não teríamos eletrônicos, eletrodomésticos, transporte e outras coisas que tornam a vida mais eficiente, segura e produtiva.
Linha de montagem
Ao dividir as etapas e organizá-las em uma sequência pré-definida, a linha de montagem permite que empresas criem peças intercambiáveis e concluam produtos mais rapidamente. Isso é mais comum na produção em massa, onde trabalhadores não especializados são treinados para realizar uma tarefa específica, em vez de montar um produto inteiro — o que reduz custos com mão de obra
Hoje, a tecnologia está cada vez mais central em todos os aspectos da existência humana. É por isso que continuamos criando tecnologias revolucionárias que melhoram a vida de todas as pessoas no planeta.
As soluções e serviços inovadores da Intel continuam a impulsionar a transformação digital globalmente. Estamos ajudando nossos clientes a criar soluções de IoT industrial para fábricas inteligentes, a desenvolver sistemas de transporte inteligentes que otimizam o gerenciamento do tráfego e a aproveitar o poder da computação de alto desempenho, da análise de dados e da IA para realizar pesquisas avançadas em áreas como bioquímica, engenharia, astrofísica, energia e saúde.
A revista Nature publicou em maio do ano passado um artigo da Intel intitulado “Sondando elétrons individuais em wafers de qubits de spin de 300 mm”, mostrando grandes avanços na construção de computadores quânticos. A pesquisa revelou que a Intel conseguiu fabricar, com alta qualidade e precisão, qubits de spin — os blocos básicos dos processadores quânticos — de forma muito uniforme e eficiente. Isso abre caminho para a produção em larga escala de chips quânticos, um passo essencial para construir computadores quânticos realmente poderosos e confiáveis.
Os pesquisadores da Intel desenvolveram uma nova forma de testar esses chips a baixíssimas temperaturas, coletando uma enorme quantidade de dados para entender como os qubits se comportam em toda a lâmina de silício (os discos usados para fazer chips). Eles usaram tecnologias modernas, parecidas com as usadas hoje na fabricação de processadores tradicionais.
Graças a isso, conseguiram criar qubits que funcionam muito bem individualmente, atingindo uma precisão de 99,9% nas operações — o melhor resultado já registrado usando processos industriais padrão da indústria de chips.
Esses qubits de spin são bem pequenos — cerca de 100 nanômetros — o que significa que é possível colocar muitos deles em um único chip, mais do que outros tipos de qubit permitem. Para fabricá-los, a Intel usou uma técnica de litografia muito avançada (EUV), que permite trabalhar com dimensões extremamente pequenas e produzir em grande escala.
Para que computadores quânticos realmente funcionem em larga escala e sejam úteis no dia a dia, eles precisarão ter milhões de qubits funcionando de forma confiável. A Intel está aproveitando sua experiência de décadas na fabricação de processadores para alcançar esse objetivo, usando seus processos industriais avançados para fabricar qubits com a mesma precisão com que fabrica bilhões de transistores por chip.
Com base nesses avanços, a Intel planeja continuar evoluindo suas técnicas para fabricar chips quânticos cada vez mais complexos e poderosos. Isso inclui aumentar o número de qubits por chip e melhorar ainda mais a precisão das operações entre eles. Mas a prioridade número um continua sendo aumentar a escala e melhorar o desempenho dos chips quânticos nas próximas gerações.
Estamos entusiasmados em criar as tecnologias e os padrões da indústria que se tornarão a base para a inovação do futuro.
Nosso legado nos une na busca por ultrapassar os limites da tecnologia. Junto com nossos parceiros, colaboradores e clientes, estamos criando um mundo de oportunidades.
Para acessar o documento completo da pesquisa (em Inglês) acesse Nature.
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