O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta quarta-feira a Chamada Pública Nordeste – no âmbito da Política Nova Indústria Brasil (NIB). Com um orçamento estimado de R$ 10 bilhões, a iniciativa busca fomentar projetos inovadores nas áreas de data centers verdes, energias renováveis, bioeconomia (com foco em fármacos), descarbonização (com foco em hidrogênio verde) e setor automotivo (incluindo máquinas agrícolas).
O plano foi anunciado pelo presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, e visa selecionar planos de negócio estratégicos para a reindustrialização da região. O objetivo é estruturar arranjos produtivos regionais de alto impacto, fortalecendo a base industrial nordestina, gerando empregos qualificados e consolidando cadeias produtivas sustentáveis e tecnológicas.
“A ideia é fortalecer a presença dessas atividades no Nordeste e garantir que os produtos gerados aqui sejam também industrializados aqui”, detalhou Câmara.
Trata-se de uma parceria do MCTI, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Consórcio Nordeste e Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).
“Estamos aqui assumindo uma postura ativa, apresentando aos empresários do Nordeste essa opção, para contribuir com a nova política industrial, com o desenvolvimento sustentável, tecnológico e inclusivo da região. Com apoio e investimento adequados, o potencial do nosso povo e das empresas nordestinas pode transformar realidades e projetar ainda mais nosso país no cenário global de inovação", afirmou a ministra Luciana Santos.
A ação se diferencia pela coordenação entre os principais agentes de fomento do país, que avaliarão e estruturarão, de forma conjunta, Planos de Suporte Conjunto (PSC) para cada proposta selecionada. Esses planos identificarão os melhores instrumentos financeiros para viabilização dos projetos, como crédito incentivado, subvenção econômica, participação acionária e recursos não reembolsáveis.
Empresas e cooperativas brasileiras, ou estrangeiras com formalização no país, com atuação ou planos de atuação no Nordeste, são o público-alvo da chamada pública. A expectativa é que a iniciativa impulsione a inovação e a competitividade da indústria nordestina, alinhando-se aos objetivos da Nova Indústria Brasil e contribuindo para um crescimento econômico mais inclusivo e sustentável.
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