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Se desenvolver ainda mais (e tudo indica que assim será), o Google Compute Engine, Infraestrutura como Serviço (IaaS) do Google, inclinará ainda mais a balança do mercado público da nuvem. Já para começar, provocará uma resposta por parte do agora gigantesco, Amazon Web Services.

Porquê? Por causa da infraestrutura. Ainda que se saiba pouco sobre a estrutura da Amazon – a empresa blinda ainda mais a informação sobre o tema que o Google – está claro que a rede global de mega centros de dados do Google é a melhor em seu nível. Apesar de possuir uma série de patentes em projetos de dados (como seu sistema acionado pela energia de ondas ou seus módulos de TI em um recipiente conectado a uma coluna central), a empresa afirmou que em muitas ocasiões obtém a maior vantagem em infraestruturas seguindo as melhores práticas.

Tradicionalmente, as empresas tem seguido as melhores práticas em algumas áreas e tem continuado com sistemas legado nas demais. O Google, a julgar por suas apresentações em numerosos eventos de centros de dados nos últimos dois anos faz tudo meticulosamente segundo o manual. Chris Malone, engenheiro principal do Google, disse em uma exposição que, na realidade, não fazem nada que a indústria de data center não conheça. A receita é simples, segundo o executivo: acertar a refrigeração, otimizar a distribuição de energia e o backup, medir e melhorar. Com uma empresa do tamanho do Google, esta receita sensível produz uma economia de bilhões de dólares.

Esse é o motivo de Craig McLuckie, chefe de produto do Google Compute Engine, dar a conhecer as linhas mestras do que faz o seu serviço um peso pesado do mercado: a eficiência de sua infraestrutura ocupa o primeiro lugar. O Google se assegura a todo momento de que paga o menos possível por seus CPDs, ao mesmo tempo que consegue o melhor rendimento necessário, e agora qualquer um pode aproveitar isso.

“O Google conduz alguns dos negócios de maior escala na internet, e para ter êxito nesses negócios necessitamos uma infraestrutura também em grande escala”, explicou McLuckie durante uma apresentação na conferência IO do Google em São Francisco em junho, quando a companhia anunciou seu papel no IaaS. “Também focamos em refinar cada processo de nossos data centers. O que temos conseguido unir é uma energia, uma escala e uma eficiência incríveis. E agora nossos clientes podem acessar isso e seus processos podem funcionar sobre a nossa infraestrutura”.

Sem variedade, por agora

O Google Compute Engine foi lançado em sua versão beta em junho Por agora, a oferta não estão nem próximas da mais madura Elastic Compute Cloud (EC2), da Amazon, que também ganha na variedade dos formatos disponíveis. Vão desde os menores, que oferecem 613MB de memória e dois ECUs (unidade de medida de computação de CPU da Amazon, sendo um ECU 1.0-1.2GHz de um Intel Opteron ou Xeon 2007), até o armazenamento cloud com, por exemplo, os mais novos High I/O com 60.5GB de memória, 35 ECUs e 1024GB de armazenamento local SSD, sem mencionar a conectividade de 10Gbps.

O Google oferece máquinas virtuais (Vms) com um, dois, quatro ou oito cores virtuais com 3,75GB de memória por cada um. Com isso, o Google propõe cargas de trabalho top de linha, com armazenamento em disco local. O EC2 também é superior em variedade de sistemas operacionais, com os usuários podendo escolher entre nove, sendo a maioria distribuições diferentes de Linux e Windows Server. Compute Engine, por outro lado, oferece duas distribuições de Linux: Ubuntu e CentOS.

Para uma comparação adequada, é necessário executar a mesma carga de trabalho, que é exatamente o que o Zenconder, um fornecedor de codificações de vídeo em formato Software como Serviço, fez. A companhia fez uma transcodificação de vídeo e transferiu alguns arquivos a cada uma das plataformas.

A nuvem da Amazon superou claramente a Compute Engine na transcodificação do vídeo, e a transferência dos arquivos foi mais rápida no armazenamento na nuvem da Amazon. Zencoder comprovou que o preço para executar o trabalho de transcodificação em cada uma das nuvens era comparável. Isso ainda pode mudar, a medida que o Google adicionam mais serviços e desenvolva sua oferta.

Mais preocupações para o Google

O Google não é o único recém-chegado ao mercado. A Microsoft lançou seus serviços IaaS sob a marca Azure em junho, e a HP anunciou sua própria oferta de computação, armazenamento e redes CDN em formato beta em maio.

Ambas empresas são líderes na inovação no projeto de centros de dados, e amabas contam com infraestruturas de data center que se espalham pelo mundo. Já será difícil para o Google competir com a posição dominante da Amazon no mercado, e ainda terá que lutar duro com esses pesos pesados por uma participação no marketshare.

Tudo isso nos leva a formular uma pergunta: todos com uma infraestrutura global de centro de dados vão entrar no espaço do IaaS? Se especulou na rede que o Facebook também pode segui-los. É somente uma empresa de redes sociais, mas a Amzaon, antes de 2006, era somente um site onde se comprava livros...