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Os projetos de virtualização de armazenamento e servidor que a IBM elaborou em seus data centers em 2011 resultou em uma redução no uso de energia de mais de 142.000 MWh naquele ano, poupando à empresa cerca de US$16,5 milhões. Esses números são do relatório de sustentabilidade corporativa de 2011, liberado pela IBM segunda-feira.

A empresa vê a virtualização do sistema e a computação em nuvem como partes importantes de seus esforços em reduzir o impacto no meio-ambiente. Nos últimos três anos, a IBM virtualizou mais de 90.000 aplicações nos data centers que possui ou aluga.

A virtualização tem impulsionado as taxas de utilização dos ativos de data center da empresa. A economia de energia que esses esforços geraram em 2011 ultrapassou a economia obtida por upgrades na infraestrutura física dos data centers realizados pela IBM naquele ano.

A empresa completou mais de 200 upgrades visando a eficiência de energia em 86 de suas instalações de data centers, reduzindo a utilização de energia dessas instalações em mais de 33.700 MWh, e economizando cerca de US$3,8 milhões em contas de energia, como resultado. Os upgrades incluíram o bloqueio das aberturas de cabos e racks, rebalanceamento do fluxo de ar e fechamento, upgrade e re-provisionamento do fluxo de ar das unidades de ar condicionados da sala de computador (CRAC).

Durante 2010 e 2011, a IBM expandiu seus programas de computação em nuvem, o que auxilia, ainda, a ajustar seu consumo de energia no data center. A rede da empresa de entrega de nuvem integrada globalmente consiste em data centers na Nova Zelândia, Singapura, Alemanha, Canadá e nos EUA.

As atividades de nuvem e virtualização e os upgrades visando a eficiência na camada física nos data centers da IBM são apenas parte de um esforço maior por parte da empresa para economizar energia. Juntos, esses projetos alcançaram uma redução no consumo de energia de 378.000 MWh em 2011, de acordo com o relatório.

Wayne Balta, Vice Presidente de Assuntos Ambientais e Segurança do Produto da IBM, disse que a filosofia da empresa foi de que a sustentabilidade era imprescindível não somente porque era boa para o meio-ambiente, mas, também, porque era boa para os resultados.

“A partir do impacto de nossas operações e produtos no meio-ambiente, até o modo como gerenciamos globalmente nossa cadeia de suprimentos, a liderança ambiental é um imperativo estratégico, apoiado pela convicção de que uma boa gestão ambiental é um bom negócio,” disse Balta.