USA chips
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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende revogar e substituir uma regra da era Biden que restringia a exportação de chips avançados de inteligência artificial, segundo noticiou a Reuters. A medida visa simplificar o processo e impulsionar a inovação nos EUA, garantindo a liderança americana em IA, disse uma porta-voz do Departamento de Comércio nesta quarta-feira (8).

A regra atual, Framework for Artificial Intelligence Diffusion (Estrutura para a Difusão da Inteligência Artificial), foi implementada nos últimos dias do mandato de Joe Biden e fazia parte de um esforço de quatro anos para dificultar o acesso da China a tecnologias de ponta que poderiam fortalecer seu poder militar. Ela dividia o mundo em camadas, limitando a quantidade de semicondutores avançados que cada país poderia adquirir.

No entanto, a nova administração considera que essa abordagem é excessivamente complexa e burocrática, o que poderia sufocar a inovação no país. Em vez disso, estuda adotar um regime global de licenciamento com acordos diretos entre governos, o que eliminaria a classificação por níveis.

Segundo fontes, o objetivo da nova política é manter chips de IA longe de adversários estratégicos, como a China, mas com uma estrutura mais eficiente e menos restritiva para os aliados e para a indústria americana.

Autoridades do Departamento de Comércio afirmaram que o sistema de camadas da regra de Biden era “inaplicável” e não agradava à nova administração, que ainda debate o melhor caminho a seguir. A regra da era Biden estava prevista para entrar em vigor em 15 de maio. A possível flexibilização das restrições animou o mercado: as ações da Nvidia, empresa de chips de IA que poderia se beneficiar da mudança, subiram 3% com a notícia, embora tenham recuado 0,7% após o fechamento do pregão.

A regulamentação anterior dividia o mundo em três níveis: 17 países e Taiwan podiam receber chips sem restrições; cerca de 120 países enfrentavam limites; e países considerados de risco, como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte, eram completamente bloqueados.