A Diretoria Executiva da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) deu início às discussões sobre a possibilidade de implantação de parcerias estratégicas entre a empresa e entidades privadas, a fim de fechar novos contratos de fornecimento de serviços e tecnologias e, por consequência, assegurar a viabilidade econômico-financeiro da MTI. 
 
A possibilidade está prevista na Lei das Estatais (n° 13.303/2016) - e foi discutida na última semana entre a MTI, Governo do Estado, órgãos de controle como Ministério Público do Estado e Controladoria do Estado, além de membros da Google Brasil.
 
A lei aponta a possibilidade de formalização de parcerias, nos casos em que a escolha do parceiro esteja associada a suas características particulares e vinculada a oportunidades de negócio definidas e específicas, sem a necessidade de procedimento competitivo.
 
Com isso, de acordo com o presidente da MTI, Kleber Geraldino, a lei possibilitará parcerias estratégicas que podem trazer benefícios à empresa, como o aumento da capacidade de investimento em Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), intercâmbio tecnológico, novas frentes de valor, além do fortalecimento da governança corporativa.
 
Atualmente, a MTI mantém 200 sistemas de Tecnologia da Informação (TI), atende a cerca de 4 mil demandas de software por ano, de um total de 52 órgãos do Poder Executivo, 113 instituições municipais e 5 instituições estaduais.
 
“É fundamental que todos tenham conhecimento dessa lei, para que a MTI possa fornecer serviços para outros estados e construir um modelo mais sólido de negócio, de forma a solucionar os problemas que hoje a empresa possui. Estamos nos reestruturando e queremos aderir a um modelo que, ao invés de desenvolver tecnologia, possa prover soluções através dessas parcerias estratégicas”, disse.
 
O vice-presidente da MTI, Cleberson Gomes, explica que hoje a empresa possui baixa capacidade de investimento e uma demanda represada. E com as parcerias, vai conseguir trazer novas receitas e assegurar sua própria sustentabilidade, sem a dependência financeira exclusiva do Poder Público.
 
Ele lembra ainda que essas parcerias já foram formalizadas por empresas com atuação em âmbito nacional, como o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) e até a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
 
“Queremos envolver a todos nesse modelo. A MTI vai pensar no Estado, ao invés de deixar que haja soluções setoriais. Vamos conseguir garantir economia e eficiência na área de TI no Estado. Essa parceria é fundamental para a MTI se fazer viável”, afirma.