O governo angolano abandonou seus planos de privatizar a operadora móvel Angola Telecom.
O Ministro da Informação e Tecnologias de Comunicação Social de Angola, Manuel Homem, confirmou a atualização ao Jornal de Angola. Ele disse à publicação que a Angola Telecom não faz parte do plano de privatização do país, mas deve ser tratada como um recurso estratégico devido ao seu papel significativo na infraestrutura de comunicação do país.
A empresa enfrentou desafios financeiros nos últimos anos, em grande parte atribuídos à má gestão e a investimentos equivocados.
A privatização pode não estar descartada a longo prazo, segundo a publicação, que relata que a Angola Telecom será monitorada até o final do ano, a fim de ter uma noção do próximo passo para a privatização.
"O conceito de privatização é muito amplo, pode não ser uma venda, pode ser uma concessão de gestão ou uma parceria, tudo depende de limpar o histórico do balanço", disse Homem.
Um Plano de Reestruturação Estratégica foi aprovado, com o objetivo de aprimorar a dinâmica da empresa e reduzir custos, enquanto serviços desnecessários e práticas prejudiciais estão sendo gradualmente eliminados na empresa.
Os planos de privatizar a Angola Telecom remontam a 2019, quando a empresa nomeou uma nova diretoria com o objetivo de atrair investimentos.
No ano passado, a empresa de gestão de ativos sediada no Reino Unido, Gemcorp, venceu um contrato de US$ 189 milhões do governo de Angola para operar, renovar e expandir a Angola Telecom, estatal.
O governo angolano também assumiu o controle total de outra operadora móvel angolana, a Unitel, no ano passado.
O presidente angolano, João Lourenço, efetivamente nacionalizou a empresa de telecomunicações após apreender as ações de Isabel dos Santos, filha de um ex-presidente, e de Leopoldino Fragoso do Nascimento, um associado do pai de dos Santos.
O governo angolano assumiu 50% do negócio e agora controla o capital total da Unitel.
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