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A Gemelo, empresa de ousourcing de TI de São Paulo, quer ganhar mercado no Sul do país com datacenter em containers. Cada unidade tem capacidade de até 17 racks. O valor mensal, incluindo a administração, é pode variar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, cerca de R$ 3 mil por rack, com um gasto de energia 40% menor.

Também será oferecida uma opção compartilhada, na qual as empresas poderão contratar o racks individuais por valores em torno de R$ 5 mil. A meta é um container compartilhado e outro exclusivo vendidos no primeiro trimestre de 2012. “Nos últimos três anos, o valor do rack em um data center Tier III saltou de R$ 2 mil para R$ 16 mil. Nossa oferta é muito competitiva”, aponta Sidney Fabiani, presidente da Gemelo.

Segundo o executivo, o produto é especialmente atraente para empresas com sites em locais remotos ou necessidades temporárias de processamento – em alta com a vinda de mega eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas.

Fabiani frisa o atrativo extra para empresa fora do eixo Rio-São Paulo, que tem custos de conexão associados, se quiserem usar serviços dos data centers Tier III, uma vez que os já existentes e os atualmente em construção ficam em São Paulo. O CDC não é certificado Tier III – não existe a validação para o modelo – mas o presidente da Gemelo afirma que o produto é compliance com todas as especificações da norma.

A Gemelo, abriu as portas em 2001 como um investimento da Intel e da Compaq e foi assumida pelos sócios brasileiros em 2006, deve fechar o ano com um faturamento de R$ 24 milhões, com projeção de chegar a R$ 40 milhões em 2012.

Os números de faturamento não traduzem as ambições para o longo prazo da companhia, que recentemente contratou o ex-VP da Tivit Adenilson Francisco – todo o time da empresa é formado por ex-HP, Accenture e Tivit, frisa Fabiani, na Gemelo desde a fundação, em 2001. Hoje a Gemelo se divide entre outsourcing de infraestrutura e de processos, usando data centers de terceiros.

O plano é oferecer o pacote todo, através da construção de um data center próprio em Cotia, nas margens da rodovia Raposo Tavares. A construção – como não – estará baseada em CDCs, o que deve ser o grande diferencial do empreendimento, aponta Fabiani. “Datacenter é um negócio que larga com um alto custo fixo de infra não usada. Nós vamos apostar numa abordagem modular, container a container”, revela o executivo.

Assim, ao invés de gastar os R$ 50 milhões que custariam um data center Tier III de 1,7 mil m2, a empresa se propõe a fazer o investimento em tacadas de R$ 2 milhões cada, para as quais deve entrar em cena um investidor novo em 2012, com mais R$ 12 milhões em capital. “Depois das primeiras seis rodadas de investimento, os ganhos do datacenter pagarão sua expansão”, projeta Fabiani.



 

 

 

 

 

 

 

Foto: Gemelo