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A partir de 2013, a Itaipu Binacional contará com um reforço importante na infraestrutura física de seus ambientes críticos de telecomunicações. A hidrelétrica recebeu a construção de dois links ópticos de comunicação para interconectar dois centros de dados: um na margem esquerda do Rio Paraná, do lado brasileiro, e outro por dentro da represa, do lado paraguaio.
 
“Se trata de ambientes críticos, responsáveis pelo armazenamento e processamento de um enorme volume de dados, que devem operar sem interrupções e com total confiabilidade”, afirma Roberto Kihara, gerente comercial da Furukawa, o fabricante escolhido pelo consórcio que administra a represa.
 
Os dois novos links ópticos foram construídos com cabos Furukawa (antirroedores e LSZH – Low Smoke Zero Halogen); cada um contém 192 fibras por diferentes caminhos. A escolha desses cabos, realizada por meio de um edital público, se baseou na qualidade, já que o projeto exigia que parte das instalações fossem executadas em tubulações subterrâneas em ambientes externos. A outra parte passa por dentro da usina, em bandejas já existentes. As 4 bobinas somaram 8 mil m de cabos ópticos.
 
“Os cabos LSZH foram instalados em corredores e áreas confinadas. Em caso de contato com fogo, não propagam gases tóxicos”, afirma Emanuel Maia de Souza, diretor da Compustar, integradora autorizada da Furukawa.
 
A Equipe de administradores responsáveis pelo projeto escolheu o sistema PatchView – Também da Furukawa – para a administração dos links. O mesmo proporciona uma importante melhora da gestão da parte física da rede.
 
Segundo o engenheiro responsável pela rede de telecomunicações da Itaipu, Oswaldo Schiochet Júnior, “a implementação satisfaz as necessidades imediatas de maior velocidade (40/100 Gigabit Ethernet) e a disponibilidade que as novas máquinas – servidores, storages, routers e outros – instalados recentemente nos centros de dados. Também coloca redundância à disposição dessas conexões e os segmentos de rede existentes nos dois países. Em resumo, isso garante a produtividade e reduz os problemas tecnológicos da central”, completa.