A Forescout Technologies Inc. e a Netskope anunciaram a integração de suas plataformas com o objetivo de ampliar a aplicação do modelo de segurança Zero Trust a dispositivos gerenciados e não gerenciados em ambientes de TI, OT, IoT e IoMT, incluindo equipamentos médicos conectados.
A iniciativa permite que políticas de Zero Trust sejam aplicadas independentemente do tipo de dispositivo ou de sua localização na rede. Diferentemente de abordagens que concentram a proteção apenas no acesso de usuários à nuvem, a integração também estende o controle ao tráfego interno das redes corporativas.
A combinação das tecnologias reúne a capacidade da Forescout de identificar e avaliar em tempo real todos os dispositivos conectados — inclusive aqueles posicionados atrás de roteadores e firewalls — com os controles de acesso privados adaptativos da Netskope, que ajustam permissões conforme o nível de risco e o contexto de cada conexão. Segundo as empresas, esse modelo dinâmico contribui para reduzir a movimentação lateral nas organizações e reforçar a postura de segurança em ambientes complexos.
À medida que os ambientes digitais se tornam mais amplos e complexos, as organizações enfrentam desafios crescentes para reduzir a superfície de ataque, afirmou Barry Mainz, CEO da Forescout. Segundo ele, o volume e a diversidade de dispositivos conectados continuam a aumentar, acompanhados da expansão de aplicações, usuários e pontos de acesso. Nesse cenário, a parceria com a Netskope busca combinar tecnologias consideradas complementares, proporcionando maior visibilidade e controle sobre os ambientes corporativos. Mainz destacou que as políticas de segurança passam a se ajustar automaticamente conforme as condições mudam, permitindo a aplicação de controles tanto no tráfego norte-sul quanto no leste-oeste. Para o executivo, essa abordagem constitui um padrão de referência para a implementação prática do conceito de Acesso à Rede Zero Trust.
Sanjay Beri, CEO da Netskope, afirmou que a segurança e o desempenho necessários para a era da nuvem e da inteligência artificial exigem uma estratégia baseada em Zero Trust para proteger dados e manter a resiliência operacional. Ele destacou que a integração com a Forescout foi projetada para atender à escala, velocidade e diversidade das empresas atuais, oferecendo um modelo de acesso seguro mais coeso e centralizado.
Muitas organizações ainda operam com ferramentas de segurança isoladas, que não se comunicam entre si e são administradas por equipes distintas. Esse modelo fragmentado cria lacunas de visibilidade e limita o controle sobre os ambientes digitais. A integração anunciada pelas empresas busca reduzir essas barreiras ao permitir a aplicação consistente de políticas de acesso em diferentes tipos de ativos e contextos operacionais.
Entre os principais benefícios destacados está a adoção de uma política universal de Zero Trust, com regras de segurança uniformes e granulares para computadores, dispositivos móveis, ambientes de OT, IoT e equipamentos médicos conectados. A solução também amplia a visibilidade e a avaliação de risco, ao identificar endpoints locais e dispositivos IoT não gerenciados que normalmente permanecem invisíveis para agentes tradicionais ou protegidos por barreiras de rede.
Outro ponto enfatizado é a contenção da movimentação lateral, com mecanismos capazes de controlar o tráfego leste-oeste nas redes corporativas, reduzindo o impacto de ameaças antes que se espalhem. A integração ainda promete simplificar processos de conformidade com estruturas como HIPAA, NIST e CIS, ao garantir que até dispositivos não gerenciados atendam aos padrões corporativos por meio de avaliações contínuas.
Por fim, a solução oferece aplicação adaptativa de segurança, ajustando automaticamente decisões de acesso e políticas de segurança em tempo real com base na postura do dispositivo, no comportamento do usuário, na sensibilidade da aplicação e no risco observado. Esse modelo reduz a dependência de regras estáticas e de atualizações manuais, favorecendo respostas mais rápidas e alinhadas ao contexto operacional.
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