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Com pouco acesso a capital, o empreendedor digital brasileiro costuma trabalhar em um emprego fixo para financiar o novo negócio com capital próprio. Eles são, na maioria, homens (75%), na casa dos 20 a 30 anos e com elevado nível de escolaridade -95% têm curso superior completo ou estão fazendo faculdade.

Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita com 770 empreendedores digitais realizada em setembro e outubro. A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS e será apresentada hoje durante a divulgação do Prêmio RBS de Empreendedorismo e Inovação, em São Paulo. O empreendimento digital também é uma atividade da elite -86% pertencem às classes A e B.

A maior dificuldade para o empreendedor digital é a falta de recursos financeiros para investir nos projetos: o tema foi apontado por 44% dos entrevistados. Na faculdade, o curso mais frequentado pelos empreendedores digitais é o de comunicação social, opção de 32% dos entrevistados.

"Identificado como mídia, no Brasil, o meio digital atrai profissionais da área de comunicação, diferentemente do que ocorre em países como os EUA, por exemplo, em que os profissionais de tecnologia dominam esse segmento", diz Fábio Bruggioni, executivo responsável pelas áreas de internet e telefonia móvel do Grupo RBS.

Tudo isso se torna mais preocupante ao analisarmos os dados do Índice de Competitividade das Nações 2011: o Brasil é o 37º colocado entre 43 países.  Para Ricardo Roriz, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, para acelerar o crescimento, o Brasil precisa aumentar a participação da Indústria no PIB.

"O Brasil dobrou seu PIB per capta em 15 anos, numa época em que a indústria respondia por 30% de todos os setores. Hoje, a Indústria responde por 15%. Assim, levaria 38 anos para o país dobrar novamente seu PIB per capta", conclui Roriz.