Toda infraestrutura de datacenter do Facebook consumiu 509 milhões de kWh em 2011, o que resultou em 207 mil toneladas de dióxido de carbono lançadas para a atmosfera, comunicou a empresa em seu primeiro relatório sobre a utilização de energia e pegada de carbono, lançado nesta quarta-feira.
A líder mundial em redes sociais admitiu que o seu compromisso, feito em 2011, de usar pelo menos 25% de energia renovável até 2015 será dificilmente alcançado,e não há um plano claro para alcança-lo.
“Sabemos que isto vai ser um desafio para nós, e ainda estamos tentando descobrir quanto exatamente vai demorar para chegarmos lá”, disse, em comunicado.
O mix de energia usada para alimentar todas as operações do Facebook, incluindo os datacenters, escritórios e outras instalações é: carvão (27%), energias renováveis (23%), gás natural (17%), energia nuclear (13%) e não categorizado (20%). Esse item se refere a concessionárias que não revelaram suas fontes energéticas.
Mudar a matriz energética imediatamente é um desafio para uma empresa que cresce tão rápido quanto o Facebook. A companhia precisa expandir sua capacidade rapidamente para suportar os novos usuários entrando e todo o conteúdo postado através da rede.
“A realidade é que, com uma empresa crescendo tão rápido, a nossa pegada de carbono e matriz energética pode piorar antes de poder ser melhorada”, afirmam. A companhia espera ver um aumento constante da proporção do uso de fontes renováveis a partir do lançamento do seu datacenter mais recente, em Lulea, na Suécia, em 2014. A cidade tem como fonte de energia predominante hidroelétricas.
A razão que impede o Facebook de se ver livre do carvão é a sua pegada atual. Os dois datacenters que possui são alimentados por uma grande quantidade de energia a partir da queima da matéria prima. Mas a energia que esses dois datacenters consomem é uma parte pequena total gasto pelas facilidades da empresa.
Além dos dois datacenters próprios (em Prineville, Oregon, e Forest City, Carolina do Norte), o Facebook aluga mais dois (um na costa Oeste dos EUA e outro na costa Leste). A instalação da costa Leste usou 227milhões de kWh em 2011, e o da costa Leste 205 milhões de kWh. Já o datacenter de Prineville utilizou 71 milhões de kWh e a unidade de Forest City, 6 milhões de kWh.
Esta é outra razão pela qual a empresa está encontrando dificuldades para mudar sua matriz energética tão rapidamente. Enquanto controla o uso de energia em locais que controla e opera, são os fornecedores que compram a energia e o Facebook não passa de um inquilino.
E, pelo menos por enquanto, parece ser necessário que empresas como o Facebook estejam próximas das áreas metropolitanas, onde os usuários finais se concentram, por causa de preocupações com a latência, como apontou recentemente James Hamilton, da Amazon.
Enquanto a empresa pode comprar uma grande parcela de terra em uma área rural da Suécia, e ter acesso a energia de fonte hidroelétrica barata por lá, as contas são diferentes no Vale do Silício, ondes tanto terra quanto energia são comparativamente caras e alugar espaço em datacenter virou a escolha modelo para grandes companhias de internet.
Fornecedores podem oferecer a capacidade de um novo datacenter bem mais rápido e barato do que a maioria dos seus usuários consegue.
Antes do datacenter em Lulea ficar online, Facebook planeja continuar a otimizar sua operação de eficiência energética, enquanto a quantidade fontes de energia renovável de seus datacenters passam por decisões locais, se envolve com organizações ambientalistas e com defensores do uso de energia limpa, o que inclui um componente de energia renovável em todo projeto de datacenter da empresa.
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