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O ritmo com o que a demanda mundial da capacidade de data center está crescendo fez com que o enfoque tradicional da disponibilidade por meio da redundância de hardware e infraestrutura seja insustentável para muitas companhias.

 

Essa é uma tendência que deu vida ao conceito “data center definido por software”, onde a infraestrutura física é simples e tratada como uma commodity, ainda que os mecanismos de failover estejam escritos no software.

 

Uma das companhias que fizeram a mudanças para o software é a Microsoft. Seus diretor de Arquitetura e Projeto de data center, David Gauthier, escreveu sobre esse movimento em um blog.

 

A Microsoft abandonou o enfoque centrado no hardware para disponibilidade em 2008. Até então, a equipe de infraestruturas da companhia criava serviços online altamente disponíves apoiados em hardware altamente redundante.

 

“O desenvolvedor de software podia de forma efetiva tratar o hardware como algo sempre disponível e fizemos investimentos em redundância para assegurar a proteção contra qualquer falha física imaginável”, escreveu.

 

A demanda de serviços cloud cresceram tão rapidamente, que a equipe se deu conta de que logo ser insustentável manter o ritmo. A complexidade e o custo do enfoque tradicional o fariam proibitivo.

 

Desde que a Microsoft lançou seu primeiro data center, em 1989, a companhia gastou mais de US$ 15 bilhões em sua infraestrutura, afirma Gauthier.

 

Hoje, a infraestrutura física da companhia está projetada para proporcionar pools de abstração para recursos como computação e armazenamento. Esses pools têm sido otimizados usando modelos de custo total de propriedade e tempo de recuperação.

 

“Essas abstrações são comunicadas como serviços cloud e podem ser consumidas com atributos de disponibilidade”, completou. “Os desenvolvedores estão incentivados para sair das restrições em latência, disponibilidade e custo das cargas de trabalho”.

 

Isso é radicalmente diferente do modelo tradicional, em que os gestores de data centers são unicamente responsáveis pela disponibilidade. Esse enfoque põe a responsabilidade tanto no pessoal do data center como nos desenvolvedores.

 

As equipes de operações de desenvolvimento na companhia investiram muito tempo para priorizar incidências e consertar erros e cenários de desastre.

 

Os desenvolvedores de software conseguem muitos dados do equipamento de operações que lhes ajudam a escrever o código que manterá uma alta disponibilidade do serviço. Claro que o software não é infalível, mas é muito mais fácil e rápido simular e fazer mudanças no software que no hardware físico”.