Depois da Google, Facebook e Yahoo!, agora é a vez da Microsoft intensificar esforços para criptografar seu tráfego de dados na internet. As informações são do jornal Washington Post.
Segundo a publicação norte-americana, nos documentos de Edward Snowden sobre o sistema de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), havia informações sobre a companhia, em particular em relação aos produtos Hotmail e Windows Live Messenger.
A diretoria da empresa ainda deve se reunir para decidir qual método de segurança será adotado e quando.
"Essas denúncias são muito preocupantes", disse o conselheiro geral da Microsoft, Brad Smith. "Se forem verdadeiras, essas ações equivalem à pirataria e apreensão de dados privados, o que viola a proteção garantida pela 4ª Emenda da Constituição dos EUA."
A NSA contestou as novas revelações do jornal assegurando, que enfoca nas "comunicações de inteligência estrangeiras válidas e não em varrer serviços que não são fontes de inteligência confiáveis".
Estas revelações incomodaram as empresas de internet que temem que a espionagem da NSA a seus serviços possam afetar seus negócios em mercados estrangeiros, onde surgem mais serviços alternativos de e-mail ou redes sociais.
A Electronic Frontier Foundation (organização sem fins lucrativos sediada na Califórnia, que visa a proteger os direitos de liberdade de expressão no contexto da era digital), elaborou um ranking dos serviços de internet, com alto grau de confiabilidade, e apontou a Microsoft como um dos que mais medidas de segurança deve adotar ainda.
Facebook, Google, Dropbox, Twitter e LinkedIn ficaram nas primeiras posições do ranking.