A Espanha vai receber mais de 15 milhões de euros (93 milhões de reais) da Comissão Europeia para reforçar suas conexões internacionais de fibra óptica com a França, Portugal e Itália. O financiamento, canalizado através da quarta convocatória do programa CEF Digital, apoiará cinco projetos que aumentarão a capacidade, a redundância e a resiliência das principais rotas de tráfego de dados na Península Ibérica.

A maior parte dos fundos será destinada à Asteo Red Neutra, que receberá cerca de 6,5 milhões de euros (40,2 milhões de reais) para reforçar a sua rede de longa distância em zonas rurais e melhorar as conexões à fronteira portuguesa, reforçando o corredor ocidental. A Lyntia receberá apoio para duas iniciativas: cerca de 1,67 milhão de euros (10,3 milhões de reais) para implantar novas infraestruturas de fibra óptica em Portugal e 3,13 milhões de euros (19,3 milhões de reais) para aumentar a capacidade e a resiliência da conectividade transfronteiriça com a França, um dos eixos mais críticos do tráfego digital europeu.

A Comissão apoiará igualmente o projeto da Valencia Digital Port Connect para a implantação de um novo cabo submarino entre Sagunto e Gênova, que receberá mais de 3,5 milhões de euros (21,6 milhões de reais) e se tornará a primeira ligação direta entre Espanha e Itália, fundamental para diversificar as rotas mediterrânicas. O quinto projeto, promovido pela Vento Rede, receberá 490 mil euros (3 milhões de reais) para reforçar a rede de fibra óptica no noroeste da península e consolidar o eixo atlântico até Portugal.

Com esse pacote de investimentos, a Espanha consolida sua posição como hub digital e ponto de interconexão estratégico no sul da Europa, melhorando a redundância, reduzindo a latência nas rotas internacionais e oferecendo melhores garantias de continuidade de serviço aos fornecedores de serviços de computação em nuvem, data centers e transportadores. Essas atualizações da espinha dorsal serão relevantes para futuras implantações de cabos submarinos, novos data centers e cargas associadas à inteligência artificial, à computação em nuvem e à computação periférica, em consonância com os objetivos da UE de construir uma infraestrutura digital robusta, escalável e segura em todo o continente.

*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria