À medida que os países vêm implementando restrições de viagem durante a pandemia da Covid-19, os data centers vêm sendo incluídos na lista de "infraestrutura essencial", e seus operadores recebem autorização para transitar pelas cidades para manter as instalações on-line.

As regras e os regulamentos variam de país para país, mas o Reino Unido e o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, estão entre as localidades que explicitamente incluíram as telecomunicações e a infraestrutura digital entre os isentos de algumas medidas.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, emitiu uma ordem de "ficar em casa" que proíbe os residentes de viagens não essenciais e estabeleceu o fechamento de negócios. Newsom estima que nos próximos dois meses, o vírus poderá infectar metade da população da Califórnia, estado mais populoso dos Estados Unidos, com 40 milhões de habitantes.

Na Califórnia, está permitido aos residentes sair de casa para se exercitar, passear com cães e comprar suprimentos essenciais, enquanto aqueles que administram serviços essenciais, como bancos e supermercados, podem ir trabalhar. A autorização para estes trabalhadores tidos como "essenciais", abrange também operadores de infraestrutura crítica, o que inclui infraestrutura digital e de telecomunicações.

Mas é necessário que esses funcionários autorizados a sair efetuem os procedimentos de higiene exigidos pelas autoridades sanitárias, como cumpram também, os requisitos de distância social, tanto quanto possível.

O vice-presidente sênior do Uptime Institute, Fred Dickerson, autor de um relatório recente, "Covid-19: minimizando o risco crítico de instalações". Falando em um seminário on-line sobre respostas a Covid-19, observou que os operadores precisam demonstrar que têm um plano para superar a crise, além de documentar seu papel essencial na infraestrutura crítica.

Na França, por exemplo, os operadores de infraestrutura crítica de TI, precisam baixar um formulário de permissão de viagem no site do Ministério do Interior. Restrições semelhantes estão em vigor na Itália, Alison Gutman, gerente de comunicação da SuperNAP Itália, comenta que por lá, é necessário "que a equipe entregue quatro documentos. O governo italiano disponibiliza uma certificação automática para download. Quem sai de casa, precisa informar nome, data, local de nascimento, residência, números de contato e o motivo de sua saída temporária", explica ela, acrescentando que, além disso, a SuperNAP fornece também uma carta de apoio, explicando que os funcionários precisam trabalhar porque estão prestando um serviço de utilidade pública. Para apoiar essa carta, existem dois documentos fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico e a AGCOM (agência de comunicação) forneceram, que confirmam tal necessidade.

O Reino Unido ainda não possui restrições formais de viagem, mas a maioria das escolas foram fechadas nesta segunda-feira (23), e algumas permanecem abertas para prestar assistência infantil (não educação) aos filhos de "trabalhadores-chave", que não podem obter outros cuidados infantis.

O Departamento de Educação do Reino Unido publicou uma lista dos principais trabalhadores cujos filhos terão prioridade na escola. Esta lista inclui pessoal que fornece serviços financeiros essenciais, tecnologia da informação, telecomunicações e infraestrutura de dados, além de setores como o de saneamento.