Nos meses de julho e agosto, o mundo acompanhou pelo rádio e pela TV o mais grandioso evento esportivo do planeta: os Jogos Olímpicos. Provavelmente, você se perguntou como aquelas imagens eram geradas e transmitidas com tanta rapidez e perfeição. A resposta é: por meio do International Broadcast Center (IBC), centro de mídia semelhante a um labirinto composto por enormes corredores, com mais de 20 estúdios de 234 emissoras de rádio e televisão e suas sublicenciadas.
Sua estrutura gigantesca funcionava sem parar, 24 horas por dia nos 7 dias por semana, com objetivo de levar imagens e sons para 3 bilhões de espectadores ao redor do mundo. Alguns estúdios eram maiores do que aqueles instalados dentro de muitas emissoras. “Pense em salas com vários sistemas dedicados, vídeowalls e muita gente trabalhando. Havia escritórios, instalações de edição, equipes de manutenção e de suporte técnico para garantir que ninguém perdesse nenhum lance das competições”, conta Robson Rocha, CEO da Engemon, empresa brasileira responsável pela execução do projeto.
“Nosso desafio foi desenvolver um projeto executivo a partir de um conceitual. Fomos contratados para fazer a reengenharia e a compatibilização do projeto”, detalha o CEO da Engemon, destacando que foi necessário tropicalizar todas as soluções envolvendo os grandes fabricantes mundiais, além de aproveitar a experiência das Olímpiadas de Londres 2012 e passar adiante os conhecimentos e o legado aos organizadores da próxima olímpiada, em Tóquio.
Construído em uma área de 85.400 m², sendo 76.000 m² dedicados aos estúdios, o IBC abrigou 234 emissoras de Rádio e TV, alcançando público de mais de 200 países. Cerca de 20 mil jornalistas trabalharam na cobertura dos Jogos, o que resultou em mais de 7 mil horas de transmissões ao vivo. “Para obter êxito nesse projeto, instalamos uma potência 36 MVA em cinco subestações, com tensão de alimentação de 13,8 kV, mais 17 subestações de 380 V, além de 7 mil TRs de cooling”, revela o executivo da Engemon.
“Contamos com mais de 600 colaboradores, entre gerentes, engenheiros, técnicos, administrativos e mão de obra produtiva para cumprir o prazo estipulado em 11 meses de trabalho para a conclusão da obra”, diz ele. Para o contrato de manutenção e operação durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos foram alocados dois gerentes, onze engenheiros e 77 técnicos.
Para o executivo da Engemon, o sucesso do projeto do IBC foi um verdadeiro marco para a companhia. “Estamos orgulhosos do trabalho realizado e sabemos que tudo foi resultado de muito estudo, comprometimento e dedicação de toda a equipe da Engemon.
Ficha técnica do projeto:
O Parque Olímpico possui uma subestação de 138 kV dedicada, sustentada por dois alimentadores, o primeiro vindo da subestação do bairro Gardênia e outro vindo da subestação Barra II, da concessionária local de energia.
Esta subestação possui três transformadores de 40 MVA, rebaixando a tensão de 138 kV para 13,8 kV. Desta subestação partem alimentadores para as cinco subestações de média tensão (13,8 kV) do IBC:
Duas destinadas às cargas mecânicas
Duas destinadas às cargas dos estúdios e uma destinada às áreas comuns;
As subestações de média (MT), alimentam 17 subestações rebaixadoras de baixa tensão (380V):
6 subestações destinadas às cargas mecânicas
8 subestações destinadas às cargas dos estúdios
2 subestações destinadas às cargas das áreas comuns e 1 subestação para as antenas de transmissão
33 transformadores rebaixadores de 13,8 kV para 380/220V
Cada estúdio possui um Power Room, onde estão localizados os paineis de distribuição, transformadores isoladores e UPS’s.
Foram instalados 36 transformadores isoladores de 400 kVA, fator K13 para os estúdios. Para a alimentação do comando dos painéis, foram instalados 6 retificadores 125 Vcc de 250A cada um. Instalados 36 geradores de 500 kVA, 4 geradores para cada subestação que alimentam os estúdios e as antenas de transmissão; 32 geradores de 750 kVA, 4 geradores para cada subestação que alimentam as cargas mecânicas e as cargas das áreas comuns. Mais de 15 mil metros de cabos de média tensão 15/25 kV, e mais de 450 mil metros de cabos de baixa tensão 0,6/1kV de 95 à 240 mm².
Automação:
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Sistemas de detecção e alarme de incêndio:
Sistemas em Áreas Comuns
Centrais em Rede x 2
Dispositivos de Alarme pontual x 1050
Dispositivos de Alarme por feixe x 108
Sistemas estúdios
Centrais em Rede x 14
Dispositivos de Alarme pontual x 3530
Estrutura Operacional
2 Eng (bilíngue)
4 Especialistas
8 Técnicos de Campo
6 Técnicos de Manutenção / Operação
+ 35 instaladores / cabistas
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