O mercado de telecomunicações brasileiro é um dos mais importantes da América Latina, com uma receita de mais de US$ 45 bilhões em 2022, e tem crescido continuamente nos últimos anos, impulsionado pela crescente demanda por serviços de banda larga fixa e móvel, gerado por um mercado de 150 milhões de usuários de internet. Mas enfrenta grandes desafios como a falta de investimentos em infraestrutura, diante do crescimento acelerado do consumo de dados (40% ao ano); o alto índice de inadimplência; a concorrência de novos entrantes, como as empresas de tecnologia; e a evolução das tecnologias necessárias para garantir a qualidade dos serviços.

Existem ainda desafios e riscos mais cotidianos que precisam ser geridos pelas operadoras do setor, como a necessidade de proteger suas infraestruturas críticas, mediante o crescimento da violência urbana e das intempéries em áreas isoladas e insalubres, nas quais muitas vezes estão instaladas suas estações e subestações técnicas; o aumento da complexidade dos ataques cibernéticos, que podem colocar em risco suas operações e dados sensíveis de milhões de clientes; a ampliação da dependência de tecnologias digitais e da necessidade de atualização de sistemas e de inovação constante.

Estas características demandam investimentos assíduos em segurança patrimonial e física de suas áreas administrativas (escritórios), técnicas (estações e subestações) e de negócios (pontos de atendimento e milhares de lojas de rua e shoppings), além de cibersegurança para suas redes, dados, aplicações, móveis e nuvem. Diante deste cenário, é natural que as empresas de telecomunicações estejam cada vez mais buscando soluções de segurança mais integradas e automatizadas para enfrentar a crescente complexidade dos crimes patrimoniais e dos ataques cibernéticos para proteger seus espaços, redes, dados e aplicações.

“Esta necessidade premente tornou os investimentos na área de segurança estratégicos, devido aos prejuízos financeiros e reputacionais provocados pelos criminosos, e deve também despertar o interesse das empresas por soluções unificadas como o Security Center”, afirma José Castro, gerente de Vendas para Verticais da Genetec. Isto porque, segundo ele, é uma plataforma unificada e aberta, que aceita a inclusão de modernas tecnologias e equipamentos de segurança certificados, além de receber uma grande diversidade de dados e torná-los insights para otimizar as operações, aumentando o controle, a velocidade de resposta e a rastreabilidade dos riscos e ocorrências, com economia de tempo e de aplicação de recursos.

“A segurança patrimonial dos escritórios, dos pontos de atendimento e de vendas (lojas) podem ser garantidos com sistemas de vídeo monitoramento e de controle de acesso. Mas também aplicados analíticos para gestão de ocupação, para saber quantas pessoas estão nas lojas a fim de garantir um melhor atendimento, controle de estoques, controle de ponto dos funcionários, etc. Ou no caso dos pontos de atendimento, monitorar horários de entrada e saída dos técnicos para verificar se o número de profissionais é adequado para atender às demandas diárias, por exemplo, gerar relatórios e conferir estoques de produtos utilizados e que exigem reposição”, explica Castro.

Nas áreas técnicas, como estações e subestações, as demandas são diferentes. É preciso contar com um sistema de controle de acesso e de detecção de intrusão, painel de incêndio, entre outras ferramentas, pois muitas se encontram em locais remotos. É importante também contar com monitoramento de tecnologias IoT para verificar condições de umidade, temperatura e voltagem dos equipamentos.

Hoje, muitas empresas de telecomunicações nacionais têm equipes de segurança específicas para as suas diferentes áreas – administrativa, técnica e de negócios. Com uma solução unificada é possível centralizar o controle e monitoramento de todas as áreas, tornando a segurança mais efetiva e assertiva, reduzindo a geração de falsos alarmes, agilizando os tempos de resposta e viabilizando ações mais acuradas. “Com uma segurança unificada, todas as áreas de negócios, não só as de segurança, seriam beneficiadas. Isto porque além de ser mais fácil a disseminação de uma cultura de segurança física e de cibersegurança mais benéfica, o Security Center", comenta o executivo.

De acordo com Castro, com base em conversas com gestores de operadoras de telecomunicações de médio e grande porte atendidas pela Genetec no Brasil, a adoção de uma solução de segurança física unificada pode gerar uma redução de até 20% nos custos com gestão operacional e o retorno sobre o investimento é obtido em média em três ou quatro anos, dependendo do aproveitamento dos insights gerados para as operações. “Quanto mais a operadora aproveita os insights para melhorar sua gestão operacional, mais rápido obtém gera o ROI”, conclui o executivo da Genetec.