A Emerson Network Power, um negócio da Emerson, uma das líderes mundiais em fornecimento de infraestrutura crítica para sistemas de TIC, divulgou hoje cinco tendências em data centers para 2016.
“A indústria continua a avançar em um ritmo sem precedentes”, afirma Steve Hassell, presidente da Emerson Network Power para o segmento de soluções em data centers. “Enquanto diversas empresas têm se mantido cautelosas em fazer mudanças significativas em suas infraestruturas de TI, devido às incertezas econômicas e o desejo de estender a vida útil de suas instalações, estamos vendo inovação em várias frentes. A previsão de uma potencial transformação na indústria nunca foi tão real.”
Abaixo estão as cinco tendências, listadas pela Emerson, que moldarão o panorama dos data centers, a partir de 2016:
1. Nuvem: a maioria das organizações está usando, em algum grau, a computação em nuvem. A evolução de ambientes SaaS para ambientes verdadeiramente híbridos, nos quais os serviços em nuvem são usados para dar maior agilidade a instalações antigas, continua a progredir, conforme mais organizações mudam para uma arquitetura bimodal. Entretanto, ao invés de estabilizar, a nuvem pode se tornar mais complexa. A última pesquisa sobre utilização de servidores, feita por Jonathan Koomey de Stanford e Jon Taylor do Grupo Anthesis , afirma que servidores de data centers do tipo enterprise entregam em um ano apenas de 5 - 15% de sua capacidade. Adicionalmente, 30% dos servidores físicos estão em “coma”, ou seja, não realizaram nenhum serviço de computação em seis meses ou mais. O impulso para identificar e retirar os servidores em coma continuará a se fortalecer e é um passo essencial para o gerenciamento do consumo de energia; entretanto, também será explorado o potencial de capacidade não utilizada de data centers para que se tornem parte de uma estrutura de serviços compartilhados, com um modelo de computação em nuvem distribuído, permitindo aos data centers do tipo enterprise vender sua capacidade excedente no mercado aberto.
2. A Arquitetura x Tecnologia: mesmo a tecnologia de data centers tendo um papel importante em assegurar a eficiência e a disponibilidade, os operadores de data centers têm focado menos em tecnologia e mais nas arquiteturas em que estas tecnologias são implantadas. “Clientes que no passado optariam por uma arquitetura tradicional de energia Tier 3 ou Tier 4, hoje nos procuram para pedir ajuda em definir a arquitetura correta para seu ambiente”, comenta Peter Panfil, vice-presidente da Emerson Network Power para o segmento de energia global. “Eles têm confiança na tecnologia, esta se tornou um dado certo. O que eles estão buscando é uma arquitetura de sistema, cada vez mais uma arquitetura não padrão, que seja sob medida de acordo com suas necessidades de flexibilidade, disponibilidade e eficiência. Eles valorizam a expertise e a experiência mais que a tecnologia.”
3. Os Data Centers com uma linguagem comum: a Internet das Coisas (IoT) não apenas impactará as futuras arquiteturas de data centers pelo aumento do volume de dados a ser processado, mas também irá alterar o gerenciamento dos data centers. As instalações atuais incluem milhares de dispositivos que usam uma série de linguagens, incluindo IPMI, SNMP e Mod Bus. Isto cria lacunas entre sistemas que limitam os esforços de fazer um gerenciamento holístico. Esta limitação deixará de existir uma vez que a Redfish, uma especificação de sistema aberta para gerenciamento de data centers e de sistemas desenvolvida pela Emerson Network Power, Intel, Dell e HP ganhe força. A Redfish criará uma interconectividade através dos sistemas do data center, permitindo novos níveis de visibilidade, de controle e de automação. A adoção da tecnologia ajudará a estabelecer as melhores práticas para o uso eficaz da IoT em outras aplicações.
4. A Responsabilidade Social: a indústria tem lidado com a eficiência energética desde 2007, mas o foco tem sido financeiro em grande parte. Agora, com organizações como o National Resources Defense Council promovendo a conscientização do uso de energia pelos data centers, algumas empresas estão mudando seu foco da eficiência para a sustentabilidade e olhando para seus data centers através da lente da responsabilidade social. As operações dos data centers, incluindo pegada de carbono, uso de energia alternativa e descarte de equipamentos estão agora sendo incluídas nos balanços sociais, criando maior pressão para que sejam feitos progressos nestas áreas. O impacto desta tendência não ficará limitado às decisões tecnológicas tomadas para as instalações.
Para que seja significativo, o balanço precisa incluir todo o ecossistema do data center, incluindo data centers que fornecem serviço de co-locação e provedores de serviço de nuvem. Conforme esta prática for crescendo, a sustentabilidade terá o mesmo nível de importância que a disponibilidade e a segurança tem em um data center de alto desempenho, tornando-se um atributo necessário.
5. Avanço dos Data Centers Perimetrais a Rede de Telecomunicação: o crescimento no consumo de conteúdo digital e na coleta de dados está desafiando o modelo de data center centralizado. Enquanto os grandes data centers continuam a fornecer a maioria da computação, eles cada vez mais serão apoiados por instalações perimetrais à rede, que fornece conteúdo e aplicações de baixa latência para usuários ou processamento e lógica de dados para redes de IoT. Conforme estes micro data centers, proliferarem nos campus corporativos e em áreas residenciais de alta densidade populacional, seu sucesso dependerá do uso de sistemas inteligentes, padronizados, que possam ser gerenciados remotamente.
“Como em qualquer indústria, as forças disruptivas: segurança, sustentabilidade, velocidade e custos estão conduzindo mudanças na forma que os data centers são arquitetados, construídos e operados. Isto deve continuar em 2016”, conclui Hassel.
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