Em sua recente mega conferência em Las Vegas, a EMC estava confiante o suficiente para brincar e fazer piada de si mesma e do setor.
A empresa fez uma série de anúncios sobre dimensionamento, disponibilidade e desempenho. Foi quase refrescante não ter empurrado uma mensagem sobre gerenciamento de energia. Mas suspeitamos que isso não iria durar.
Quando nos encontramos com Pat Gelsinger, Presidente e COO de Produtos de Infraestrutura de Informações da EMC, entramos na questão de perfis de energia para seus produtos, e ele nos disse que a concentração na empresa em orquestração, ferramentas de software, gerenciamento e análise de dados tiveram um impacto sobre o uso de energia.
Gelsinger disse que: “Não que isso não seja um problema, mas não está no topo de lista com relação aos nossos clientes. Pode ser com eficiência de orquestração que estou auxiliando-os com um grande gerenciamento de dados, e isso se tornou um desafio muito mais significativo para nós. Quando você chega ao nível do gerenciamento total, isso realmente chega a ser um problema, porque você está preocupado com os perfis de energia em todo o data center.
“Quando você chega aos Vblokcs (série de infraestrutura convergida baseada em rack da VCE - a VCE é um joint venture entre as Cisco/EMC), o problema é maior, porque esses caras também estão fornecendo o que tange à computação, também," disse ele.
Quando questionado, BJ Jenkins, Presidente da divisão de Back Up e Recuperação da EMC, que vende muitos "grandes drives SATA”, disse que o gerenciamento era um ponto, mas não um ponto primário no diálogo com os clientes. Ele disse que os benefícios da migração primária da fita ultrapassaram quaisquer considerações quanto à energia.
O tema da conferência EMC World foi “Stortreck, Transformar e Prosperar”, com executivos seniores felizes em atuar diversos papéis, como capitães de naves espaciais ou vestidos de Elvis voltando às turnês. Parece que, quando crianças, os diretores da EMC queriam ser o Capitão Kirk ou Elvis.
DIVERSO E INTEGRADO
A EMC é uma empresa de armazenamento, gerenciamento de informações, segurança e virtualização de US$20 bilhões. A empresa surgiu do mundo do armazenamento em mainframes e, através de uma série de aquisições estratégicas, desenvolvimentos e nomeações, ela se colocou em uma posição dominante em alguns setores, liderança de mercado em outros e "mas o que ela está fazendo ali" em outros.
Eu comprei a VMware, o que contribuiu com US3,76 bilhões em receita. Comprei a RSA Security, o que contribuiu com U$828 milhões. Sua divisão de Inteligência da Informação era um negócio de US$700 milhões em 2011, embora as “receitas com produtos tenham caído 18,5%, para US219,5 milhões em 2011’, de acordo com o relatório anual.
Os US14,7 bilhões restantes vêm da divisão de Armazenamento de Informações. Dentre elas, está a Isilon, uma empresa de NAS (armazenamento anexo à rede) que possui sua própria série de hardware, conhecida como série X, e sua própria plataforma de armazenamento, que a EMC comprou em 2010.
No que tange a backup e recuperação, ela comprou a Data Domain. (A “deduplicação continuará
a ser um grande achado para o futuro próximo”, diz BJ Jenkis.) Os produtos incluem o Avamar, que proporcionou um impulso à funcionalidade. O Data Domain e o Avamar foram lançados em 2011, com uma taxa de operação de US$2 bilhões.
A Greenplum é uma empresa de análise de dados adquirida em julho de 2010. E, mais tarde, adquiriu a XremlO,
uma fabricante Israelense de armazenamento em memória flash. As funções de uma caixa da XtremelO
foi demonstrada na EMC World. Também no quesito hardware, a EMC tem a participação majoritária na VCE, uma joint venture entre a Cisco, VMware e Intel (com participação no capital). A VCE fabrica o VBlock. (Um negócio de US$800 milhões no final de 2011 que possui uma taxa de operação de R$1 bilhão, diz o presidente, Michael Capellas.)
Durante a conferência em si, realizada de 20 a 24 de maio, a empresa comprou a Syncplicity, um provedor de gerenciamento de sincronização e compartilhamento de arquivos baseados em nuvem.
Joe Tucci, CEO da EMC, disse que a empresa continuaria a investir 11% da receita em P&D anualmente, e US$2 bilhões para adquirir empresas, um investimento combinado de US4,5 bilhões.
Onde esse dinheiro será investido? Na frente de aquisição, quem sabe? Mas a ECM adora grandes volumes de dados, análise de grandes volumes de dados, e é completamente apaixonada pela Nuvem. À primeira vista, a lista de aquisições acima se parece com uma miscelânea de hardware de armazenamento, segurança, virtualização e gerenciamento de dados. Mas, se alguém tive a intenção de dividir a empresa isso parecerá incrivelmente coerente, e ela tem provado ser boa em integrar suas aquisições.