A EMC, iniciará a fabricação no Brasil da solução EMC Isilon Scale-out NAS, com investimento superior a R$ 1 milhão. A decisão da companhia é resultado da contínua expansão da base de clientes do EMC Isilon no país. O crescimento no primeiro semestre deste ano foi de 360% quando comparado ao mesmo período de 2013. A Foxxcon é a empresa responsável pela produção do equipamento no país, cuja linha de fabricação está instalada na cidade de Campinas, interior do Estado de São Paulo.
A produção local significa a continuidade da expansão da EMC no mercado brasileiro, que tem sido foco da companhia. “Por ser um mercado-chave para a EMC, a demanda brasileira por produtos EMC Isilon cresceu a ponto de se tornar indispensável ter uma produção local do sistema”, diz o diretor presidente da EMC Brasil, Carlos Cunha.
Os primeiros produtos EMC fabricados no país foram os sistemas de armazenamento em rede CLARiiON (2008) e high-end VMax (2010), mesmo ano de início da fabricação do EMC Avamar. Agora, com a disponibilidade de uma produção local do EMC Isilon, a expectativa é melhorar as condições de oferta dos projetos scale-out, além de fomentar a indústria nacional e desenvolver a mão-de-obra especializada.
O EMC Isilon atende o mercado de dados não-estruturados, que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos. Essa geração de dados começou em torno de 2007 e se consolidou com a massificação dos smartphones e uso da internet móvel. “Estamos entusiasmados por informar que a fabricação local está em processo acelerado e que entregamos, hoje, ao mercado o primeiro EMC Isilon produzido em território nacional. Esta linha de produtos incorpora as tecnologias de armazenamento mais avançadas da EMC e, futuramente, deverá suportar outros países da América Latina”, completa Cunha.
Pesquisa sobre megatendências em TI
Entusiasmada com o potencial do mercado brasileiro de TI, a EMC realizou uma pesquisa realizada com profissionais que trabalham em organizações pública e privada no país. Objetivo foi identificar como as megatendências – big data, cloud, mobilidade e social – impactam os negócios.
A pesquisa revelou que, no Brasil, aproveitar as tecnologias de próxima geração é extremamente importante. 85% do total dos entrevistados acreditam que essas tecnologias fornecerão vantagem competitiva para sua empresa. Eles esperam ver uma influência das megatendências no que diz respeito a: construção de novos produtos e serviços (46%); gestão das operações de negócios de missão crítica (38%); e melhorar a experiência dos clientes (35%).
A nuvem, dizem 65% dos pesquisados, tem importância estratégica particular. Eles entendem que uma combinação de nuvem pública e privada permite maior nível de agilidade e segurança para as empresas. Quando perguntados sobre quais aplicações não devem ser colocados em nuvem pública, ERP (Enterprise Resource Planning) ficou à frente com 29% das respostas, seguidas por Planejamento Financeiro, com 27% e, Gerenciamento de Recursos Humanos, com 19%, entre outros.
Os desafios das megatendências
Um dos desafios das megatendências, apontado por 76% dos entrevistados, é a formação e/ou treinamento das equipes de TI para ganharem mais agilidade em cenário de big data, cloud, mídia social e mobilidade nos próximos um ou dois anos.
Somente 18% dos participantes da pesquisa afirmam que o aumento dos gastos com essas tecnologias está fora do controle dos departamentos de TI, demonstrando que a T.I. não está se tornando irrelevante.
O futuro da TI
Dos profissionais consultados pela EMC, 61% acreditam que suas organizações atualmente têm alto nível de habilidades e conhecimento em TI para alcançar as prioridades dos negócios. Ainda, 76% acreditam que manter uma equipe treinada para acompanhar o ritmo das implicações exigidas pelas megatendências será um desafio para as organizações nos próximos anos. A Tecnologia da informação irá desempenhar papel fundamental no crescimento dos negócios. 81% dizem que vão se tornar fornecedores “in house” de serviços sob demanda.
Em média, as empresas no Brasil tem alcançado um dos cinco passos para a transformação da TI, quando questionados sobre em que fase da jornada para a nuvem acreditam que sua organização está. Na qualificação, o resultado é: 16% já estão na nuvem híbrida, 46% na virtualização de aplicações de missão crítica; 33% já implementaram nuvem privada; 26% adotaram serviços de nuvem pública e 23% utilizam software definido por data center.
Segundo Carlos Cunha, presidente da EMC no Brasil, “A EMC tem se dedicado a identificar, por meio de entrevistas com usuários da TI, o comportamento das organizações na nova era da tecnologia. A influência das megatendências já tão apontadas pelo mercado se confirmam nos resultados da pesquisa e se mostram como uma realidade que impulsiona o crescimento dos negócios. Agora é hora de trabalharmos todos juntos para vencermos os desafios em treinamento de pessoal e redução de custos”, conclui.