A EMC escolheu a cidade do Rio de Janeiro para sede de seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em Big Data. A inauguração foi feita na última semana. O prédio, localizado no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é parte de um investimento de US$ 100 milhões que a empresa se comprometeu, em 2011, a fazer no país, e se propõe a ser um hub de inovação no setor de petróleo e gás.
A instalação possui três mil metros quadrados divididos em quatro andares, com capacidade para mais de 80 pesquisadores e integra um Centro de Pesquisa Aplicado, laboratórios de desenvolvimento de soluções e um Executive Briefing Center. Também há espaço para o desenvolvimento de pesquisas feitas por clientes e parceiros em conjunto com a EMC. Integrando sustentabilidade ao projeto arquitetônico, o edifício, que foi projetado pelo arquiteto brasileiro Paulo Musa, atende aos padrões LEED (Leadership in Energy and Environmental Design, liderança em energia e design ambiental), que englobam elementos sustentáveis em eficiência energética, conservação de água e espaço verde.
De acordo com a Revista TN Petróleo, o Centro coordenará as atividades da EMC no mundo inteiro, na busca por novas tecnologias e soluções para o segmento. A iniciativa é voltada para aplicação de tecnologias de armazenamento, recuperação, computação em nuvem e Big Data e temas importantes para o setor de petróleo e gás. Atualmente, os projetos gerenciados pelo Centro se concentram na otimização de plataformas I/O dentro de ambientes de processamento sísmico; tecnologias de análise lógica preditiva que integram dados históricos em tempo real, utilizados na perfuração de poços de petróleo, produção e operações de logística; visualização e colaboração em distâncias extremas para melhor análise de workflows (entre continentes); e tecnologias de compressão sem perdas de dados sísmicos.
Os Resultados iniciais destes projetos já foram convertidos em propriedade intelectual e registrados no país e nos Estados Unidos.
“Esse é o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento entregue por meio do TI Maior (Programa Estratégico de Software e Serviços de TI do Governo Federal)", lembrou Virgilio Almeida. Ele enfatizou que a concretização do Big Data e da Internet das Coisas no Brasil depende muito das empresas e de parcerias público-privadas.