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Os mitos comuns na construção e na operação dos data centers, novas tecnologias e cloud computing estiveram no centro do debate durante o segundo dia do DatacenterDynamics Converged, que aconteceu nesta terça-feira (02.10), no Hotel Transamérica, em São Paulo.

Peter Gross, da Bloom Energy, apresentou um panorama das principais inovações do setor de data center nos últimos anos. "As melhorias, em geral, são motivadas pela busca da confiabilidade. As pessoas, em geral, reluntam em tentar alguma coisa diferente. Hoje, temos uma refrigeração mais eficiente, mas a questão da energia elétrica permaneceu parada", acredita.

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Para Gross, a classificação que se faz da indústria é equivocada. O executivo sugeriu uma diferente, com data centers de empresas, de colocation e de internet. "Temos os data centers de empresas numa ponta, com foco na confiabilidade, e com alto custo; e, na outra, os de internet, com menos confiabilidade, foco no preço e milhares e milhares de servidores rodando uma mesma aplicação", detalha.

"Os servidores de colocation, que vivem um crescimento de uma média de 12% por ano, têm uma população heterogênea, com parte chegando de empresas, que precisam de uma confiabilidade bastante alta", completa. Gross ainda falou sobre a solução da empresa que usam geradores de energia com células de combustível. A tecnologia cria energia usando o higdrogênio presente no gás natural. 

"Células de combustível são a tecnologia que pode reformular a nossa indústria. É a única solução que tem como alterar dramaticamente como usamos a energia no centro de dados", acredita. Já Eduardo Teixeira Grecco, sócio-diretor da ContractorS Engenheiros Associados, falou sobre alguns dos mitos presentes na construção e na operação dos data centers.

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Entre os mitos mais comuns, Grecco citou os que envolvem a refrigeração. "Antes, se pensava que todo data center tem que ter ar condicionado, era preciso até colocar casaco para entrar. Hoje, sabemos que é necessário garantir a entrada do ar no rack. Outro ponto é a temperatura. Pensávamos que era preciso garantir os 22 graus, mas o Google, por exemplo, já pulicou documentação com um funcionamento a 26 graus", lembra.

Segundo Grecco, estudos indicam que cada grau a mais no data center leva a uma economia de energia de 4%. Para o engenheiro, redundância não é sinônimo de confiabilidade. "As pessoas pensam, que, quanto maior número de equipamentos maior será a confiabilidade. Ter redundância não é um sinônimo, porque a instalação também deve ser confiável".

Luciano Santosk, diretor da ITB Division da Schneider Eletric Brasil, explicou como a computação em nuvem deve afetar questões como a infraestrutura e a eficiência energética. "O cloud computing afeta de uma forma mais profunda do que se percebe. Ofertas como a SaaS, em vez de sistemas ou licenças de software, parece mudança pequena mas muda a forma como se comercializa os softwares", afirma.

"Migrar o ERP para o cloud, que passa a ser provido como serviço e se paga uma porcentagem por mês, parece simplista, mas não. Na pratica o que esta acontecendo é que o usuário que não é de TI passa a tercerizar essa operação. E para fazer esse tipo de cobrança é preciso oferecer disponibilidade e operação do sistema. Já vemos os grandes integradores migrando nesse sentido, com a construção de grandes centros de processamento de dados", completa.

Para Santosk, esse movimento cria uma necessidade de estabelecer melhor os custos da operação, para poder demonstrar o cliente. "Isso significa menos estruturas na mão de empresas que não são de TIC, e surge a necessidade de, quando se começa a cobrar pelo serviço, quanto você gasta com ele. Aí entra a energia elétrica, um dos principais custos no data center", conclui.