O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou um financiamento de 50 milhões de reais para a Eletronet adquirir equipamentos e cabos de fibra óptica OPGW produzidos no Brasil, informa a Agência BNDES de Notícias. A empresa, do grupo Axia Energia, opera atualmente um backbone óptico de 18 mil quilômetros e 85 edge data centers em 18 estados.

O plano de expansão prevê que, até 2026, a rede alcance 26 mil quilômetros e 255 edge data centers em 23 estados, com a entrada em novas regiões, como Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre e Rondônia. A companhia também reforçará rotas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Maranhão e Paraíba.

Os recursos vêm do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações – Funttel, destinado ao desenvolvimento tecnológico das telecomunicações. Em 2023, o Ministério das Comunicações autorizou a liberação de 1,5 bilhão de reais do fundo para projetos de inovação até 2027.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ampliar a conectividade é estratégico para o país, contribuindo para a inovação, a geração de empregos e a inclusão digital. Ele afirmou que o apoio ao setor de telecomunicações integra os compromissos do governo federal.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o objetivo do governo é fortalecer o Funttel como instrumento de estímulo à pesquisa, à inovação e à tecnologia no país. Segundo ele, os recursos permitirão ampliar a rede de fibra óptica e os data centers da Eletronet, elevando a competitividade da indústria nacional de telecomunicações e contribuindo para a geração de empregos e para o desenvolvimento regional.

A Eletronet utiliza a infraestrutura de torres de transmissão de energia elétrica para instalar sua rede de fibra óptica. O financiamento do BNDES deve aprimorar o compartilhamento dessa estrutura e apoiar a expansão dos projetos da empresa.

De acordo com o CFO da Eletronet, Claudio Akihama, os novos investimentos permitirão acompanhar a demanda crescente por serviços digitais impulsionados por inteligência artificial, computação em nuvem, Internet das Coisas e pela expansão de data centers. Ele destacou que a companhia busca ampliar sua atuação em conectividade, fortalecer o ecossistema de trânsito IP e consolidar-se como um hub de infraestrutura neutra, incluindo integrações com mercados estratégicos da América Latina.