Presente no Brasil desde 1978, com a matriz em Campinas (SP), a fabricante especializada em soluções de vedação, mantém uma rede de centros de serviços e filiais de vendas em todo o país, além de dois centros tecnológicos: um para testes estáticos e dinâmicos em selos a gás; e outro para testes dinâmicos em selos úmidos.
 
Diante de um cenário competitivo e de uma economia que dá sinais de recuperação, a EagleBurgmann decidiu rever a infraestrutura de TI, cujos servidores já tinham entre 7 e 10 anos de uso e davam sinais de estrangulação, apresentando problemas de escalabilidade, além dos riscos de indisponibilidade.
 
Na busca pela atualização tecnológica, o primeiro requisito para o data center era apresentar um TCO (custo total de propriedade, na sigla em inglês) adequado ao perfil da companhia, além da proteção do investimento em longo prazo, algo que permitisse o crescimento modular da infraestrutura.
 
Como a política global da companhia não permitia a migração para a computação em nuvem, a companhia partiu, em agosto de 2016, para uma proposta apresentada pela Brascin, parceira da Cisco e provedora de serviços que já atendia a empresa desde 2012, de implementar a plataforma hiperconvergente Cisco HyperFlex, que combina recursos de computação, armazenamento e rede em uma camada unificada de gestão.
 
Para a EagleBurgmann, o gerenciamento por software foi determinante. O projeto foi implantado entre janeiro e maio de 2017, e não tardou a apresentar benefícios, segundo Abner Biasotto, gestor de TI da fabricante. A disponibilidade dos sistemas aumentou e os problemas de downtime por falhas técnicas ficaram no passado, informa o executivo.
 
“A produtividade da nossa equipe aumentou”, adiciona, lembrando ele que a empresa perdia de 15 a 30 minutos apenas para identificar problemas, sem contar com o tempo de resolução. “Agora podemos focar em disponibilizar novos serviços para o negócio”, compara.
 
Painel de controle
 
Biasotto comenta que, no passado, mesmo com a documentação sendo bem-feita por parte da TI, era difícil saber em qual servidor físico estavam as máquinas virtuais (VMs).
Ações do cotidiano, como a troca de um disco rígido, demandavam mais tempo do que o normal, simplesmente porque era preciso localizar fisicamente o equipamento. “Atender às demandas de novos serviços rapidamente era impossível. Precisávamos esperar o fim de semana”, pontua.
 
A equipe perdia de 15 minutos a meia hora para identificar a falha, sem contar o tempo para solução do problema. “Hoje abro o gerenciador e está tudo lá. Por ser hiperconvergente, não importa em que nó está o servidor virtual. Frente a infraestrutura anterior, ganhamos 90% do tempo operacional”, calcula Biasotto.
 
Ele também conta que houve economia de 25% na ocupação do rack, o que gerou ganho de espaço físico. Comparando a atual infraestrutura com a anterior, o gestor de TI estima que precisaria de três racks para ter a mesma capacidade alcançada com o HyperFlex. 
Após a instalação do Cisco HyperFlex, a equipe de TI da EagleBurgmann passou a contar com um ponto único de gerenciamento. Agora, eles têm a visão de todas as máquinas virtuais e da capacidade de processamento, conseguindo alocar os recursos de forma mais simples.
 
“Com o software unificado gerenciando toda a solução, a gestão da TI ficou mais ágil e a complexidade do ambiente caiu. Tivemos um ganho de 90% do tempo operacional comparando com a antiga infraestrutura”, comemora o executivo.
 
Outro benefício da solução, segundo Biasotto, é o fato de a solução atender exatamente o que demandava o projeto: baixo investimento e razoável custo de manutenção. No cálculo de ROI (retorno sobre o investimento) do HyperFlex, a expectativa é que o projeto se pague em 12 meses. “Se ainda considerarmos o risco que corríamos com uma eventual queda, em apenas três meses já temos o dinheiro de volta”, afirma Biasotto.
 
Como destaque do projeto, o gestor aponta o serviço de implantação. Começada do zero, a iniciativa previu primeiro a migração dos servidores menos críticos, para testar a solução e facilitar a restauração dos sistemas caso algo desse errado.
 
“Contamos também com a ajuda do suporte da Cisco para a configuração do cluster da rede”, lembra. “A implantação foi rápida e simples e, atualmente, todos os sistemas rodam em cima da hiperconvergência”, afirma.
 
Com o projeto finalizado, Biasotto solucionou seus principais problemas de infraestrutura. “Contamos com 25% de espaço físico a mais no nosso data center e 90% do nosso storage está livre”, afirma.
 
Dessa forma, o executivo agora já consegue pensar em novos projetos dentro da jornada da digitalização da EagleBurgmann, entre eles, a Indústria 4.0. “Com a nova infraestrutura, começamos a pensar na automatização e no controle da linha de produção e de toda nossa cadeia logística”, encerra Biasotto.
 
"A produtividade da nossa equipe aumentou. Não nos preocupamos mais com os chamados relacionados a capacidade e disponibilidade que aparecem, e podemos focar em disponibilizar novos serviços para o negócio"