Visando expandir sua atuação no Brasil, a Dimension Data anuncia parcerias globais com a EMC e Akamai (por meio da Exceda).
“Para crescer nesta margem, não se pode errar. Não dá tempo de errar. Normalmente, escolhem-se as prioridades. No nosso caso, não podemos fazer isso”, avalia o Presidente da Dimension Data no Brasil, Marcelo Menta.
Segundo ele, ainda há muitas vagas para preencher por aqui, principalmente para especialistas em negócios na nuvem, já que a integradora trará no dia 1º de janeiro de 2014 o OneCloud, unidade que oferece diferentes ofertas de cloud computing. No Brasil, a estratégia será iniciada com infraestrutura como serviço (IaaS), mas aos poucos o “tudo como serviço”, ou “’X’-as-a-Service” será disponibilizado para o mercado, abrangendo todas as possibilidades com a nuvem, diz o executivo.
Dentro dessa estratégia, a empresa está avaliando parcerias com fornecedores de infraestrutura em data center, para dar início aos seus trabalhos. Entre as possibilidades, está a Terremark, em São Paulo, Ativas e Algar, em Minas; além de outros provedores na cidade de São Paulo e no Rio de Janeiro. “Cloud computing ainda é pouco explorado no Brasil. O ticket é baixo, devido ao modelo de assinatura. Então, iniciar com a própria infraestrutura é caro; o retorno vem depois de dois ou três anos”, explica.
Talvez, a Terremark acabe por ser a infraestrutura escolhida. A NTT, companhia japonesa que adquiriu a Dimension Data, tem um ponto de presença no data center da empresa do Grupo Verizon, parceira da integradora nos Estados Unidos. No Brasil, ainda, a estrutura localizada em Alphaville (SP) é um Network Access Point (NAP), o que pode ser um ponto positivo para a parceria. Menta, porém, ressalta que a empresa está avaliando as possibilidades.
Networking, mobilidade e segurança são as outras linhas de negócios que a Dimension Data está trabalhando no Brasil. Entre as parceiras para essas áreas estão: Cisco, Symantec, Riverbed, F5 Networks, Fortinet, NetApp e a EMC.
Menta acredita que a adição da Akamai a todo processo dará mais corpo a qualquer oferta, tendo em vista as áreas objetivadas possibilitadas pela nuvem.
Telecomunicações
“Nosso foco está em não somente prover toda infraestrutura do cliente dessas operadoras, mas também levar todos para a nuvem. Temos capacidade de fazer isso. Temos duas operadoras bem encaminhadas para White label dentro de telecomunicações, embora tenhamos contato com todas”, menciona.
Negociar com operadoras é muito difícil, diz Menta, devido ao nível de maturidade e sofisticação dos sistemas dentro dessas companhias. Mas na medida em que se mostra resultado, o número de vendedores aumenta consistentemente, tendo em vista que os executivos destas companhias passam a divulgar a forma de atuação da integradora, acredita.