A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) concluiu, no último domingo, a mudança de todo o parque de equipamentos do Centro de Processamento São Paulo (CPSP) para uma nova sala-cofre. Foram cerca de 240 ativos de TI, entre mainframes, servidores de médio e grande porte, bibliotecas de fitas, sistemas de armazenamento de dados, entre outros. A operação, conhecida como “moving”, é um marco nas obras de modernização do CPSP.
Segundo informa a Dataprev, o procedimento teve início na última sexta-feira, quando a equipe de profissionais do CPSP começou o desligamento de todo o site, que é responsável pela operação e hospedagem dos sistemas da Receita Federal do Brasil (RFB), do Sistema de Acompanhamento de Benefícios por Incapacidade (Sabi), do Ministério da Previdência Social, e das bases de gestão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que alimentam, por exemplo, os serviços do Portal Mais Emprego.
Parte dos equipamentos teve que ser içada da sala-cofre atual, localizada no térreo, para o segundo andar, onde fica a nova, com a ajuda de um caminhão munido de guindaste.
Após a finalização das obras, o CPSP passará a ter uma sala-cofre de 209 m², além da atual, de 75 m², um data center de 350 m², fitoteca e central de monitoramento com mais recursos. “Essa movimentação dos ativos de TI para a nova sala-cofre encerra a primeira etapa do processo de modernização do CPSP”, afirma o Diretor de Tecnologia e Infraestrutura da Dataprev, Daniel Darlen, que acompanhou todo o processo de “moving” no local e informou que o trabalho de ampliação, em São Paulo, só terminará em dezembro deste ano.
Na avaliação do Diretor de Tecnologia, o programa de modernização dos centros de processamento da Dataprev está avançando conforme o planejado. “Em 2012, entregamos o novo CPDF, em Brasília. Em dezembro de 2013, teremos o novo CPSP.
2014 será o ano do CPRJ, no Rio de Janeiro.” Os investimentos nos três sites somam cerca de R$ 200 milhões.
Sistemas de energia redundantes
O desligamento do centro de processamento já acontecia, até então, durante as paradas de manutenção predial, em geral três vezes por ano. O “moving”, contudo, envolve maiores riscos.
Todos os equipamentos são movimentados para um novo local e conectados por meio de uma nova rede de dados, que deve estar totalmente aderente ao mapa do cabeamento anterior. “A complexidade está no fato de haver um ambiente de cabeamentos e conexões que precisa estar perfeitamente mapeado e adequado à nova disposição das máquinas”, explica o gerente do CPSP da Dataprev, Luiz de Barros Bellotti.
“Qualquer erro na instalação de um novo cabo pode causar uma indisponibilidade no ambiente.”
Com novos geradores e no-breaks, as futuras intervenções para manutenção predial não vão mais exigir o desligamento do site.
E a nova sala-cofre terá sistemas de energia e de refrigeração redundantes. Serão três grupos de geradores e de aparelhos de ar-condicionado redundantes: se um conjunto falhar, o outro assume a operação do site. Na nova configuração, também haverá uma sala de telecomunicações, onde vão se concentrar os dispositivos de rede das operadoras. A entrada dos circuitos das concessionárias será separada dos roteadores da rede local do data center, conferindo maior segurança ao ambiente.
“O ciclo de modernização dos três centros de processamento vai permitir à empresa ampliar seu parque de equipamentos e atender a demanda crescente de processamento dos clientes”, disse o Superintendente de Operações da Dataprev, Elias Mussi.