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A energia elétrica é um recurso fundamental para o funcionamento de qualquer data center. Por isso, desde que começou a construir seu primeiro data center, em Campinas (SP), a Ascenty investiu pesado nesse item para garantir o funcionamento ininterrupto dos seus ambientes de TI. Agora, com a perspectiva de uma possível crise de energia no país, a empresa está adotando algumas medidas preventivas, visando reforçar garantia desse recurso tão essencial para os data centers.
“Desde que iniciamos a operação, estamos preparados para uma possível crise de energia. Investimos muito em geradores, sistemas UPS e baterias”, afirma Chris Torto, fundador e CEO da Ascenty. “Agora, diante da possibilidade de problemas no abastecimento de energia, aumentamos a vigilância e estabelecemos diversas ações”, acrescenta.
Entre as medidas adotadas, destacam-se o aumento da frequência das manutenções e testes dos grupos geradores e baterias, que compõem a infraestrutura de energia dos data centers, e a ampliação da capacidade dos tanques de diesel que abastecem os geradores (na verdade, o nível desses tanques está mais alto do que o mantido normalmente).
Além disso, em uma ação conjunta com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que atende seus dois data centers em operação, em Campinas e Jundiaí, a Ascenty assumiu o compromisso de utilizar os geradores nos horários de pico, em caso de racionamento de energia. “Com isso, estaremos contribuindo para reduzir a carga do sistema elétrico nesses horários”, ressalta Chris Torto. “Se operarmos quatro horas por dia utilizando os geradores, a redução da demanda será da ordem de 20 - 25%.”
O executivo lembra que os data centers da Ascenty possuem Certificação Tier III do Uptime Institute, principal autoridade internacional nessa área, o que indica que sua infraestrutura está preparada para proporcionar aos clientes alto desempenho, confiabilidade e segurança. No caso de energia elétrica, há redundância de geradores, de sistemas UPS (fornecimento ininterrupto de energia) e de outros elementos necessários para garantir o funcionamento da operação sem um único ponto de falha. O data center de Jundiaí, por exemplo, que foi concebido para suportar ambientes de alta densidade de energia, possui 15 geradores de 2.500 KVA cada (37.500 KVA de potência no total) e quatro tanques de diesel, que garantem aos geradores uma autonomia de 40 horas sem reabastecimento.
“São investimentos pesados, que a maioria das empresas que mantém o data center dentro de casa não tem condições de fazer”, enfatiza Chris Torto. “Por isso, neste momento em que o fornecimento de energia elétrica está em risco no país, a terceirização do data center com quem já possui essa infraestrutura é a melhor alternativa para garantir a continuidade das operações corporativas de missão crítica”, conclui.