O contêiner ModSecur, fabricado em Portugal pela Maxiglobal, se destaca pela portabilidade, fácil implementação e tempo de execução reduzido. Luís Fernandes de Pinho, CEO da empresa, afirmou estar comprometido com a internacionalização da novidade, com os primeiros destinos definidos: Angola e Moçambique.
O primeiro centro de dados portátil realizado em Portugal é focado nos países africanos de língua portuguesa, e sua aplicação local servirá de referência para outros projetos. “África e Oriente Médio serão os destinos prioritários, já que a Europa atualmente não oferece grandes perspectivas de negócio”, afirma.
A facilidade de acesso aos racks, o design até os padrões Tier II e IV, reduzido TCO, a redução dos prazos de entrega, adaptação às necessidades de cada cliente e escalabilidade garantida mediante a adição de novos contêineres são algumas das vantagens associadas a este modelo de centro de dados.
“O espaço do contêiner se limita a sua largura, aproximadamente 2,5m, a longitude pode variar entre 10 e 40 pés. Mas a variação que podemos criar com a largura entre o corredor quente e o frio permite um data center mais ágil, uma vez que existe um mecanismo de mola e freio que permite mover os racks entre os dois corredores, dando mais flexibilidade em pequenos espaços”, afirma Luis Fernandes de Pinho.
O ModSecur oferece uma ampla linha de contêineres ISO padrão 10, 20 e 40 pés, com capacidade para acomodar entre quatro e doze racks associados entre si, com contêineres com densidades de potência por rack que podem variar entre 5 e 30kW.
Segundo Pinho, a construção do data center tem custo um pouco menor que o tradicional e é tem prazo de quatro ou cinco semanas, no caso do contêiner de 20 pés com 40 kW e pode ser transportado para qualquer destino e ativado em uma semana . Já os custos em mão de obra qualificada em cerca de 50%.