A DAH Solar ampliou sua atuação no Brasil com o lançamento de uma linha de inversores híbridos de acionamento ultrarrápido, com resposta de 4 milissegundos, integrados a baterias e conversores com tecnologia AC Coupling (PCS). As soluções são voltadas para aplicações comerciais e industriais, bem como para projetos de maior porte, em um momento de expansão do mercado de armazenamento de energia no país.

A movimentação ocorre diante da crescente demanda por sistemas capazes de aumentar a previsibilidade do consumo, reduzir custos e garantir continuidade operacional. Após a consolidação da energia solar no Brasil, o setor passa a enfrentar desafios como curtailment, maior complexidade tarifária e necessidade de segurança energética, especialmente em operações críticas.

Segundo Fernando Calenzani, engenheiro de aplicações da empresa, o mercado brasileiro entra em uma nova fase em que a gestão eficiente da energia ganha protagonismo. A ampliação do portfólio faz parte da estratégia da companhia de fortalecer sua presença no segmento de armazenamento, com investimentos em estrutura local, centros de distribuição e suporte técnico.

Entre os destaques está o conceito All-in-one, que integra módulos, inversores e baterias em um único sistema, simplificando a instalação e aumentando a confiabilidade. Outra solução, o SolarUnit, permite iniciar projetos on-grid e evoluir para sistemas com armazenamento, facilitando retrofits sem substituição completa dos equipamentos.

As soluções são modulares e atendem desde aplicações residenciais, com até 20 kWh, até sistemas comerciais (26 kWh a 273 kWh) e industriais (1 MWh a 4 MWh), acompanhando a demanda por expansão gradual e economicamente viável.

O armazenamento tem ganhado espaço em setores como o agronegócio, o comércio e a indústria, em aplicações como peak shaving, time shift e backup, que ajudam a reduzir picos de demanda, otimizar o uso da energia e garantir a continuidade em caso de falhas. O avanço também abre espaço para modelos como o Energy as a Service e a arbitragem energética.

Com a evolução do setor, impulsionada por demandas de data centers, mobilidade elétrica e digitalização, a expectativa é de crescimento do uso de sistemas de armazenamento. Para a empresa chinesa, o Brasil se consolida como mercado estratégico em seu plano de expansão nas Américas, com foco em investimentos locais e em soluções alinhadas às novas necessidades energéticas do país.