O Governo do Equador destinou cerca de 21 milhões de dólares (110 milhões de reais) para fortalecer os Pontos Digitais Gratuitos (PDG), espaços públicos que oferecem acesso gratuito à Internet, formação digital e apoio a empreendedores em 200 regiões e 778 municípios do país. O investimento, executado desde novembro de 2023, impulsionou a modernização de equipamentos e mobiliário em 986 PDG ativos, registrando 10,5 milhões de visitas e 598.000 formações até o momento.
Expansão e modernização da rede PDG
O Ministério das Telecomunicações e da Sociedade da Informação (MINTEL) liderou a entrega de 3.381 equipamentos tecnológicos e 1.756 móveis, com um desembolso superior a 2,8 milhões de dólares (14,7 milhões de reais) apenas na fase recente de modernização. Esses espaços, distribuídos em áreas urbanas, rurais e marginais, oferecem navegação gratuita, formação em ferramentas TIC — como robótica, cibersegurança e empreendedorismo — e acesso a serviços estatais online.
A iniciativa faz parte da Agenda de Transformação Digital 2022-2025, que visa reduzir a lacuna digital em um país em que o acesso à Internet atinge 71%, mas persistem desigualdades geográficas e econômicas. Em 2025, sob a gestão do presidente Daniel Noboa, foram inaugurados 70 novos PDG, consolidando seu papel no empoderamento de comunidades vulneráveis.
Impacto na inclusão digital e no empreendedorismo
Os PDG geraram resultados tangíveis: mais de 4,7 milhões de visitas em 2025, apoio a 5.400 empreendimentos e parcerias com a Claro, a Fundación Telefónica e a Child Fund para formações virtuais em TIC para agricultura, artesanato, MPMEs, crianças e turismo. Visitantes como empreendedores locais destacam como esses espaços têm potencializado iniciativas produtivas e competências digitais em áreas remotas.
O ministro Roberto Kury enfatizou durante a visita ao PDG Nayón, em Quito: “Esses pontos são fundamentais para um Equador inclusivo, em que a tecnologia impulsiona o desenvolvimento económico, educacional e social, independentemente da localização geográfica”. A estratégia inclui mega PDG como centros de desenvolvimento e planos para 128 novos espaços até 2025.
Contexto da exclusão digital no Equador
Apesar dos avanços — conectividade de 76,6% nas áreas urbanas contra 58,7% nas rurais —, persistem as disparidades econômicas: 84% nos lares de alta renda contra 51% nos de baixa renda. Os PDG abordam essas disparidades por meio de modelos sustentáveis de conectividade, de parcerias público-privadas e de foco em zonas fronteiriças e marginais.
O investimento reforça o compromisso nacional com a inclusão tecnológica, posicionando o Equador como referência em políticas de acesso equitativo e alinhando-se com os objetivos de desenvolvimento sustentável na região andina.
*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria
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