Conectar data centers separados por distâncias de até 140 quilômetros - o padrão mundial hoje alcança 80 quilômetros -, mantendo velocidades de transmissão elevadas, na faixa de 100 Gb/s. Esse é o principal resultado já obtido pela equipe de Tecnologias Óticas do CPqD que, em parceria com a empresa BrPhotonics, vem trabalhando em uma nova técnica de modulação em transmissões WDM (Wavelength Division Multiplex) para interconexão de data centers, que está sendo adotada no mercado internacional.
“Trata-se de uma tecnologia bastante promissora, uma vez que apresenta baixo custo quando comparada à técnica de recepção coerente, utilizada atualmente nos sistemas de 100 Gb/s”, afirma Jacklyn Dias Reis, da Gerência de Tecnologias Óticas do CPqD. “Além disso, outra vantagem dessa nova tecnologia é o menor consumo de energia, que se reflete em redução dos custos de operação do data center”, acrescenta o pesquisador.
A tecnologia 56 GBd (gigabaud)-PAM4 (modulação com quatro níveis de amplitude ótica), permitiu ao CPqD bater o recorde mundial em transmissão a 100 Gb/s WDM, em cenários de interconexão de data centers de grande porte.
Segundo o pesquisador, os resultados desse experimento, que empregou tecnologias desenvolvidas pelo CPqD com a BrPhotonics, no contexto de dispositivos eletro-óticos de banda larga (50 GHz) e técnicas de processamento de sinais, mostram que é possível conectar data centers situados a 140 quilômetros de distância um do outro (portanto, um ganho de 75% em relação ao padrão atual), com capacidade agregada de 4 Tb/s por fibra ótica.
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