Na visão do CPqD, as SDNs trazem dinamismo para as redes em geral, ao otimizar o seu uso de forma coerente e segura. “A camada de controle das redes de dados é virtualizada e transferida para sistemas robustos e com alto poder computacional”, explica o Gerente de Desenvolvimento da Diretoria de Redes Convergentes do CPqD, Leonardo Mariote. “Essa camada de inteligência permite visualizar a rede como um todo, o que possibilita a utilização mais eficiente dos seus recursos, altíssima disponibilidade e, ainda, abre oportunidades para a oferta de novos serviços e aplicações”, acrescenta.
Essas vantagens, hoje já reconhecidas no universo das redes IP, podem ser estendidas também para outras tecnologias de rede de comunicação, como de transporte óptico, sem fio e, principalmente, as redes convergentes ou NGN (Next-Generation Network). É a visão de Redes Convergentes Definidas por Software (RcDS) - em inglês, Software-Defined Converged Networking (SDcN) -, na qual o CPqD vem trabalhando atualmente.
“Trata-se de uma proposta de estratégia de evolução e migração para as redes do futuro, de forma simples e suave, a partir das atuais Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs)”, afirma o Diretor de Redes Convergentes do CPqD, Paulo Cabestré. “A nova arquitetura de RcDS muda o foco da inovação, ao passar o controle do hardware para o software, e permite o uso das TICs em áreas estratégicas, para o controle e automação de infraestruturas de missão crítica – inclusive em áreas de Defesa e Segurança Pública”, enfatiza.
Controladores e aplicações
Com vasto conhecimento e experiência na área de redes, de diversas tecnologias, o CPqD vem trabalhando há cerca de dois anos no desenvolvimento de produtos e serviços em SDN. Os serviços consistem, basicamente, em consultorias - tanto para ajudar as empresas (data centers, operadoras de telecom, etc.) na fase de transição para o SDN como para a elaboração de projetos e implantação - e também na homologação de produtos para a nova arquitetura de redes.
No caso de tecnologia de produtos, o portfólio do CPqD para redes SDN inclui controladores voltados para aplicações de missão crítica, de altíssima disponibilidade, que têm um papel chave na convergência e migração para a nova arquitetura. “O controlador é o elemento que viabiliza a inteligência e permite inserir análises, por meio de aplicações específicas, visando otimizar o uso de recursos, melhorar a qualidade do serviço, a segurança, etc”, resume Leonardo Mariote. “Trata-se de um conjunto de programas destinado a controlar os roteadores, switches, multiplexadores ópticos reconfiguráveis (ROADM) e outros equipamentos de rede.”
Um dos resultados desse trabalho desenvolvido pelo CPqD é a tecnologia RouteFlow, uma solução aberta de roteamento IP que permite a programação dos elementos da rede baseada no protocolo OpenFlow.
Além dos controladores, a linha de produtos do CPqD inclui aplicações e ferramentas para agilizar o desenvolvimento de aplicações para SDN. “Novas ofertas poderão ser desenvolvidas em ciclos mais curtos, a um custo menor e com mais segurança, de modo a melhor atender ao dinamismo e flexibilidade que os negócios exigem”, acrescenta Mariote.
O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). As soluções do CPqD são utilizadas por empresas e instituições no Brasil e no mercado internacional, em setores como comunicação e multimídia, utilities, financeiro, industrial, corporativo, administração pública e defesa & segurança. Atuando há 37 anos, o CPqD conta com mais de 1.300 profissionais altamente capacitados.