A Prefeitura de Cotia, na região metropolitana de São Paulo, inaugura na segunda-feira, 9 de fevereiro, a primeira usina de geração de energia solar fotovoltaica do município. A estrutura será instalada no Centro Educacional Benedicta Stefano Antunes de Oliveira, conhecido como Creche de Caucaia do Alto, e marcará o início da adoção de energia própria limpa na geração no município.
Segundo informações da Secretaria de Obras e Infraestrutura, a implantação do sistema prevê a instalação de painéis fotovoltaicos em 23 prédios e equipamentos públicos, incluindo unidades administrativas e de serviços essenciais. A expectativa é que a produção própria de energia contribua para reduzir gradualmente a dependência da rede convencional.
O prefeito Welington Formiga afirmou que o projeto tem impacto direto nas contas públicas, mas também traz efeitos indiretos para a população. De acordo com ele, a economia gerada poderá ser direcionada a outras áreas prioritárias do município. “Esse projeto de geração de energia solar vai reduzir os custos das contas dos prédios públicos e trazer benefícios indiretos à população, já que essa economia poderá ser revertida em mais investimentos no município”, declarou.
A administração municipal avalia que a iniciativa representa um passo importante na transição para fontes renováveis e na adoção de práticas sustentáveis na gestão pública.
No local, foram instalados 428 módulos fotovoltaicos, com capacidade de produzir, em média, 420 mil kWh por ano. Segundo projeções da administração municipal, essa geração deve resultar em economia de aproximadamente R$ 378 mil por ano aos cofres públicos, reduzindo gastos com energia elétrica e ampliando a autonomia energética da unidade.
A iniciativa integra um projeto mais amplo da Prefeitura, que prevê a implantação de sistemas solares em outros 22 pontos de geração distribuída. Com a conclusão dessa etapa, a estimativa é de que o município alcance uma economia anual de cerca de 1,7 milhão de reais nas despesas com eletricidade.
A instalação da usina no Centro Educacional Benedicta Stefano Antunes de Oliveira representa o primeiro passo desse programa, que busca modernizar a infraestrutura pública e ampliar o uso de fontes renováveis no município.
A energia solar fotovoltaica é produzida pela conversão da luz do sol em eletricidade por meio de painéis instalados em áreas com boa incidência solar. A energia gerada, inicialmente em corrente contínua (DC), passa por um inversor que a transforma em corrente alternada (CA), padrão utilizado em residências, comércios, indústrias e prédios públicos.
O sistema também está conectado à rede da concessionária. Quando a produção excede o consumo local, o excedente é injetado na rede e convertido em créditos de energia, medidos em quilowatts-hora (kWh). Esses créditos são posteriormente abatidos das contas de eletricidade do município, o que contribui para a redução de custos.
Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o setor solar movimentou 53,7 bilhões de reais em investimentos no Brasil em 2024, gerando mais de 457,7 mil empregos. Para 2025, a entidade projeta um crescimento de aproximadamente 10%, elevando a capacidade instalada nacional para 655 GW.
No cenário internacional, o relatório Global Market Outlook for Solar Power 2025-2029, elaborado pela SolarPower Europe, posiciona o Brasil como o quarto maior mercado mundial de geração de energia solar, refletindo o ritmo acelerado de expansão da fonte no país.
Esse avanço reforça a necessidade de uma infraestrutura adequada e bem planejada, especialmente no que se refere aos sistemas de montagem que sustentam os módulos fotovoltaicos. A qualidade dessas estruturas influencia diretamente a durabilidade, a segurança e o desempenho das usinas solares, tornando-as um componente estratégico para o crescimento sustentável do setor.
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