A crescente demanda por flexibilidade e escalabilidade no uso de recursos de TI para negócios é o que vem impulsionando o mercado de Cloud Computing no Brasil.
Quando o assunto é a Computação em Nuvem, o Brasil ocupa o 22º lugar em um ranking de 24 países, feito pela Business Software Alliance (BSA), entidade que representa os pesos pesados da indústria norte-americana, entre elas, a Microsoft.
Apesar de ocupar uma das últimas posições, a Computação em Nuvem vem gradualmente se tornando uma realidade no mercado brasileiro. Pode-se afirmar que a adoção da tecnologia para muitas empresas (na maioria startups ou pequenas) é uma questão de sobrevivência e, para grandes empresas uma questão de tempo e redução de custos. Essa afirmação pode ser comprovada por pesquisas de mercado, como um estudo realizado pela Frost & Sullivan com líderes de TI de 121 empresas brasileiras, de diversos segmentos da economia. A boa notícia para o mercado brasileiro é que 23,1% das empresas estão avaliando a adoção dessa plataforma, enquanto 15,7% dessas companhias já desenvolveram projetos piloto de computação em nuvem. O levantamento também revela que 50% das empresas planejam aumentar em mais de 10% seus orçamentos em soluções em nuvem neste ano, enquanto 29,3% delas pretendem ter mais de 30% de sua infraestrutura na nuvem.
Apesar da computação em nuvem não ser uma tecnologia totalmente nova, a convergência nacional vem sendo feita lentamente, já que apenas 23,1% das empresas entrevistadas implantaram ou estão em processo de implantação de uma solução em nuvem, enquanto 38,1% ainda não adotaram qualquer solução relacionada à computação em nuvem.
De acordo com o relatório, um dos mais importantes impulsionadores da Computação em Nuvem no Brasil é a disponibilidade de infraestrutura de TI, segundo 84,6% das empresas entrevistadas. Para 81,3% dos executivos de TI dessas organizações, a redução de custos é o principal fator para migrarem sua infraestrutura para a nuvem.
Esta migração é principalmente devido ao surgimento de novas tecnologias, juntamente com o aumento dos custos e complexidades de gerenciamento de TI. Além disso, como as empresas pagam apenas pelo que usam, essas soluções estão se tornando popular entre as pequenas e médias empresas.
Em vez de inovação, o mercado brasileiro é impulsionado pela redução de custos. Os executivos de TI escolhem seus fornecedores com base em quanto dinheiro sua solução iria economizar.
Uma descrição mais detalhada destes resultados pode ser encontrada no recém-lançado estudo da Frost & Sullivan “Cloud Computing End-user Analysis Brazill”, esta pesquisa faz parte do programa de Serviços de TI. Growth Partnership Service que visa compreender a maturidade das empresas brasileiras em termos de seu conhecimento e adoção da computação em nuvem pública, privada e híbrida. Para infraestrutura como um serviço (IaaS), software como serviço (SaaS) e plataforma como serviço (PaaS).