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O mercado de servidores no Brasil tem crescido em ritmo constante nos últimos três anos: de 2008 a 2010, o aumento foi de 10%, segundo estimativa feita pela consultoria IDC - e para 2011 a perspectiva é de crescimento semelhante.  Um crescimento acumulado de 46% em quatro anos. Muito desse crescimento é impulsionado por pequenas e médias empresas e por soluções em virtualização e computação em nuvem.

A Itautec, fornecedora de tecnologia para empresas, bancos e varejo, aposta nas pequenas empresas e na computação em nuvem para consolidar sua posição no mercado de servidores. Há cerca de dois meses, a empresa anunciou uma linha de servidores com quatro modelos.

O principal trunfo da Itautec para brigar no segmento de pequenas e médias empresas é o LX 114, um servidor com gabinete rack, com espessura de 1 U, que utiliza um único processador Intel Xeon série 3400 (com dois ou quatro núcleos), até 16GB de memória e até 4 discos SAS ou SATA com função hot-swap (troca em funcionamento).

“Pelas suas características, pode atuar como servidor Web, de arquivos ou de impressão, ou como servidor para filiais e agências, permitindo dar mais segurança e estabilidade a estes tipos de operação, diz Lauro Vianna, diretor de computação corporativa da Itautec.  “Ele foi  pensado para as pequenas e médias empresas – com necessidade de profissionalizar a gestão de processos e aplicações”.

Vianna dá mais detalhes sobre os produtos com foco em computação de alta performance (HPC, na sigla em inglês): “No último exercício (2010), a empresa investiu no total R$ 69,2 milhões. Mas a empresa tem aplicado recursos no desenvolvimento e expansão de servidores para o segmento corporativo, com modelos que suportam aplicações de missão crítica e cuja disponibilidade é mantida pela nossa área de serviços”.

Nos produtos para médias empresas, o MX214 é um servidor intermediário para montagem em rack com altura 1U, com até dois processadores Intel Xeon, até 192GB de memória, e até 8 discos SAS ou SATA hot-swap. A capacidade de expansão e as fontes e ventilação redundantes o habilitam para aplicações de maior importância. “O gerenciamento avançado e o processamento de alta densidade o tornam atraente para datacenters e no suporte a aplicações de missão crítica (que não podem ser interrompidas)”, explica o diretor.

“Para quem procura servidores com alto desempenho, lançamos o MP224, servidor ultra-denso, composto por quatro lâminas em um único gabinete rack, sendo que cada lâmina contem uma placa com suporte para até dois processadores Intel Xeon séries 5600 ou 5500, além de até 192GB de memória em cada lâmina”, explicou.

Segundo Vianna, a redundância deste modelo permite seu uso em médias e grandes empresas para aplicações de missão crítica, em datacenters ou ainda em aplicações como clusters HPC, onde a alta densidade e o baixo consumo de energia são requisitos importantes, ou ainda no suporte a aplicações e projetos de cloud computing.

Com esses processadores recém-lançados, a empresa quer melhorar a relação custo-benefício dos servidores. “A ideia é que as empresas que adiaram a atualização de seus parques de servidores nos últimos cinco anos podem obter um retorno sobre o investimento (ROI) em menos de doze meses, dependendo dos ambientes e aplicações envolvidas”.

“Nesse segmento a Itautec tem clientes nas áreas de finanças, varejo, utilities e governo. Também fornecemos equipamentos para empresas no setor de datacenters, que acabam provendo serviços de hospedagem de dados e aplicações para seus clientes finais”, diz Vianna.

Todos os equipamentos seguem a diretiva ambiental europeia RoHS, não utilizando materiais tóxicos ao ambiente como metais pesados (chumbo e cádmio) em sua construção.

Para conseguir mais eficiência energética, a Itautec procurou desenvolver novos componentes para os servidores, como as fontes de alimentação 80 Plus. Associadas às melhorias em performance e recursos internos dos servidores, contribuem para baixar os custos operacionais nas organizações, ao mesmo tempo em que colaboram para reduzir o impacto ambiental do uso da tecnologia.

Sustentabilidade

Mais do que preocupação com o meio ambiente. As empresas estão descobrindo que a sustentabilidade gera bons negócios. Um exemplo são os US$ 18 bilhões dispendidos pela coreana LG para desenvolver negócios sustentáveis e reduzir as emissões suas emissões de gases-estufa em 40%. A tendência pode estar chegando também ao Brasil, conforme mostra uma iniciativa da Itautec.

Por meio da reciclagem de computadores e outros aparelhos eletrônicos, a Itautec consegue quantia semelhante a 56% do montante investido em programas ambientais pela empresa todo ano. Segundo João Carlos Redondo, gerente de sustentabilidade da empresa, "a reciclagem gera recursos da ordem de R$ 500 mil, mais da metade dos R$ 900 mil investidos anualmente pela empresa em gestão ambiental".

Em 2003, foi criado um centro de reciclagem em Jundiaí (SP) para recolher produtos eletrônicos usados ou inutilizados, investindo cerca de R$ 500 mil na criação do centro. "Outros R$ 350 mil foram investidos para adequar a linha de produção para a RoHS - diretiva ambiental da União Européia", diz Redondo.

Segundo essa diretiva, os aparelhos eletrônicos não podem conter metais como chumbo e outros compostos químicos tóxicos como bromo e cromo. Além disso, todos os aparelhos seguem a certificação Energy Star 5.0, relacionado com a eficiência energética desses equipamentos.

Outra ação tomada pela Itautec diz respeito às embalagens dos produtos. "Todos os componentes das embalagens são recicláveis e os invólucros estão com tamanho 54% menor", explicou o gerente. Para adequar as embalagens, foram gastos cerca de R$ 3 milhões.

No primeiro semestre de 2010, foram recicladas 337 toneladas de resíduos eletrônicos pela empresa. Isso equivale a cerca de 40 mil equipamentos eletrônicos. Até o fim do ano, deverão ser recicladas 750 toneladas, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Centro resolveu um problema logístico da Itautec: "Não há estrutura para reciclar todos os resíduos eletrônicos do Brasil. Mandamos nossas placas para serem tratadas na Bélgica".