Na quarta-feira, 03 de setembro, a Cloudera, empresa americana de software de data lake, realizou pelo terceiro ano seguido no Brasil o Evolve 2025, evento em que foram exploradas formas de aplicar IA diretamente aos dados em qualquer ambiente, aceleração de obtenção de resultados e decisões com insights em tempo real e o compartilhamento de experiências práticas e estudos de caso de empresas que adotaram soluções de IA e dados. O Evolve ocorreu no Rosewood Hotel, no centro de São Paulo, e contou com a presença de clientes, especialistas, debatedores e imprensa especializada.
Na abertura do evento Rubia Coimbra, GM e GVP América Latina da Cloudera, falou sobre a evolução da inteligência artificial empresarial ao longo dos últimos três anos. A executiva enfatizou a importância da governança de dados e da confiança na IA, especialmente com a ascensão da IA Generativa e o investimento em agentes de automação. Coimbra falou sobre como as empresas podem alavancar a IA de forma sustentável e estratégica, abordando desafios como o desalinhamento entre problemas reais e a aplicação da IA e a prontidão organizacional para agir sobre os resultados da IA. Por fim, ressaltou que a IA é uma plataforma flexível e não apenas uma ferramenta, exigindo controle e governança de dados para o sucesso a longo prazo.
Além de Rubia Coimbra, estiveram no palco do Cloudera, entre outros, nomes como Frank O’Dowd, CRO da Cloudera, Charles Sansbury, CEO da Cloudera, Giuliane Paulista, da Unidade de Inteligência Artificial e Analítica do Banco do Brasil, Abhas Ricky, CSO da Cloudera, Tatiana Oliveira, CEO do AI Brasil Group, Adriana Rodrigues, Diretora da Accenture, e Ana Paula Rossi, Head of CRM & Business Intelligence do Banco Safra.
O palestrante convidado do Evolve foi Silvio Meira, cientista-chefe e cofundador da TDS.company, professor extraordinário da Cesar School, distinguished research fellow na Asia School of Business e professor emérito do CIn/UFPE. Meira, em sua apresentação, explorou o conceito de "Cisnes Vermelhos", eventos sistêmicos e ultra-imprevisíveis que causam rupturas irreversíveis nos mercados e na sociedade, frequentemente impulsionados por tecnologias de propósito geral. Ele define inovação como uma mudança no comportamento de agentes no mercado e diferencia-a da adaptação e evolução. A Internet é apresentada por Silvio Meira como um Cisne Vermelho que criou um novo espaço físico-digital, transformando o comércio, as relações sociais e os modelos de negócios, resultando na convergência das margens para zero no e-commerce. As plataformas digitais são destacadas como um Cisne Vermelho dentro do Cisne Vermelho da Internet, redefinindo a inovação e o marketing ao habilitar ecossistemas de comunidades e fluxos de interação. Finalmente, Meira identificou a Inteligência Artificial (IA) como um Cisne Vermelho adicional, com capacidade de imitação algorítmica da inteligência humana, que irá transformar drasticamente os negócios em múltiplos níveis, exigindo uma estratégia de negócios abrangente que integre dados e IA para a sobrevivência e competitividade.
Durante o Evolve a DCD teve a oportunidade de conversar com Rubia Coimbra e Charles Sansbury, executivos da Cloudera. Rubia e Charles analisaram as mudanças significativas no cenário da inteligência artificial (IA) e da computação em nuvem ao longo do último ano, destacando o surgimento da IA Agêntica como uma área promissora para valor comercial e a "ressaca da nuvem" que levou as empresas a reavaliar o retorno do investimento em implantações de nuvem. Eles discutiram a tendência de grandes empresas de otimizar a correspondência de cargas de trabalho para plataformas de computação apropriadas, incluindo a consideração de soluções no local para operações críticas. Coimbra e Sansbury destacaram o Brasil como um adotante inicial de IA, a questão da infraestrutura para suportar essa tecnologia e o crescente interesse em data centers no país, especialmente com o foco em fontes de energia limpa, incluindo a energia nuclear, para atender à crescente demanda.
A Cloudera vê o Brasil como um local promissor para hospedar data centers, com grandes projetos de "cidades de data centers" em desenvolvimento. Um fator decisivo para a presença dessas estruturas no país é a matriz energética brasileira, que é predominantemente limpa, com grande parte da energia gerada por hidrelétricas (hidropower). Essa energia limpa é um diferencial competitivo do Brasil em comparação com outros países. Rubia Coimbra e Charles Sansbury identificaram que o consumo de energia é o maior problema para os data centers. A demanda por energia deve disparar nos próximos anos, levando a esforços globais para reduzir o consumo ou encontrar fontes mais eficientes e limpas.
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