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Entrevistamos o Victor Arnaud, Diretor de Marketing, Processos, RH e Tecnologia da ALOG Datacenters do Brasil, que faz uma análise sobre o cenário atual de Cloud Computing para o mercado brasileiro.


DatacenterDynamics: Do seu ponto de vista, quais foram as mudanças mais significativas nos data centers nos últimos anos, e como afetarão o futuro imediato?
Victor Arnaud: Importante destacarmos dois pontos que são condições básicas para utilização dos datacenters com fins de eficiência operacional ou de aumento de receita:
A dependência da nossa economia aumentou em relação a TI.  Atualmente, temos empresas que foram criadas e já faturam bastante em cima de um modelo online.  E empresas tradicionais já tem parte significativa de sua receita oriunda de iniciativas relacionadas a Internet.
A maturidade dos executivos / gestores vem evoluindo de forma acelerada quando o assunto é adoção / manutenção de datacenters e serviços relacionados.
Tendo em vista essas duas condições básicas já existentes,  acredito que a modularidade / flexibilidade dos datacenters construídos no últimos anos, aliada a confiabilidade já conhecida para aplicações críticas, tenham representado um grande salto e permitiram a adoção em larga escala do modelo, seja construindo “dentro de casa”, seja contratando o serviço de um provedor de serviços de datacenter.
Atualmente, já não se fala mais em construir salas de 10.000m2 como o estado da arte em datacenters.  O foco agora é construir com controle rígido de custos e de sustentabilidade, de acordo com os requisitos a serem atingidos.  Isso sim é “estado da arte” em datacenters.


DCD: Quais são os efeitos da expansão da nuvem nos data centers?
VA: Acredito que essa expansão só ressalta a importancia dos datacenters na nossa economia.  Toda nuvem precisará de um céu.  J  E os datacenters tem que suprir essa demanda.


DCD: Qual a situação do Brasil no mercado de computação em nuvem? Qual o grau de penetração no mercado brasileiro?
VA: Se compararmos com o mercado há dois anos atrás, considero que o mercado amadureceu bastante.  Atualmente, os CIOs e gestores já procuram por serviços relacionados de forma pró-ativa.


DCD: O mercado Brasileiro já está maduro para a nuvem privada, nuvem pública ou híbrida?
VA: Acredito que sim.  Temos visto a nuvem híbrida como uma forma gradual de mudança para o Cloud Computing.  Acreditamos que a possibilidade de “convivência” de um ambiente legado com recursos em nuvem reduz a complexidade da mudança e permite uma movimentação sensata e controlada em direção a cloud computing.


DCD: Qual são as ofertas de serviços da Alog no  país? Que outros países latino-americanos têm presença?
VA: Atualmente, possuímos 3 datacenters no país.  O último, inaugurado em junho do ano passado em Tamboré, é considerado o mais moderno do país.  Nesses 3 datacenters, prestamos serviços de Colocation, Hosting e Gerenciamento desses ambientes.  Além disso, fornecemos para esses modelos serviços corporativos de backup, storage, e-mail, cloud computing, Firewall, Load Balance, GSLB, CDN e Contingência.
Ponto importante: não estamos concorrendo com os grandes provedores de cloud computing que prestam serviços no país.  Pelo contrário, nosso objetivo é fornecer infraestrutura para essas nuvens.  Nessa linha, vale citar que Savvis e Dell já usam a infraestrutura de nossos datacenters para prestação desses serviços para seus clientes finais (cases já divulgados na mídia).