O tráfego global na nuvem aumentará seis vezes entre 2011 e 2016, passando de 683 exabytes para 4,3 zettabytes, o que representa um crescimento ano a ano de 44%. As informações são da pesquisa anual da Cisco Índice Global Cloud, feita para calcular as tendências de crescimento e evolução do tráfego IP nos data centers e meios de nuvem.
Segundo a pesquisa, a maior parte do tráfego em data centers é causado pelos próprios centros de dados e pelas cargas de trabalho na nuvem, e não pelos usuários. Assim, quase 76% do tráfego dos data centers é gerado pelas atividades de produção, desenvolvimento e armazenamento.
Os centros de dados também geram 7% do tráfego como resultado da replicação de dados e atualizações de softwares e sistemas. Apenas 17% vem das atividades dos usuários finais.
O estudo ainda indica que a nuvem representa quase um terço do tráfego dos data centers em todo mundo – 4,3 zettabytes, passando de 39%, em 2011, para 64% em 2016.
A evolução que experimentaram as cargas de trabalho foram processadas na nuvem, ainda que 70% foi gerida em centros de dados tradicionais.
Também está previsto para 2014 o primeiro ano em que a maioria das cargas de trabalhos estarão na nuvem, com uma porcentagem de 52%. E já em 2016, o número deve saltar para 62%. A pesquisa da Cisco também analisa diversas variáveis de redes fixas e móveis em regiões distantes para avaliar a preparação para nuvem. E o resultado é que a maioria das regiões estão prontas para aplicações cloud avançadas, como streaming de vídeo em 3D, menos o Oriente Médio, África e América Latina.
Essas regiões estão capacitadas para tarefas medianas, como vídeo em alta definição ou chat em vídeo. “O índice Global Cloud da Cisco proporciona a todas as organizações do setor um barômetro essencial para tomada de decisões em planejamento estratégico a longo prazo”, afirmou Douglas Merritt, vice-presidente sênior de marketing corporativo da Cisco.
“As previsões deste ano confirmam como tendência global o forte incremento do tráfego dos centro de dados e na nuvem, impulsionado pela demanda dos usuários finais de acessar aos dados e aplicações tanto pessoais como empresariais, em qualquer momento e lugar, independente do dispositivo utilizado”.