Por conta do crescimento da economia brasileira nos últimos 10 anos, o mercado brasileiro de datacenters tem crescido 10% desde 2005. Essa expansão no mercado de datacenters traz preocupações econômicas e ambientais. Para manter a liderança no mercado, a HP aposta em cloud computing e expansões modulares como diferenciais aos clientes.
Segundo Alexandre Kazuki, diretor de Marketing da área de Enterprise Server Storage Network (ESSN) da HP, “os outros países da América Latina ainda estão utilizando soluções de virtualização. O Brasil é o país mais preparado para adotar soluções de cloud computing”. Já há uma base privada de cloud computing privada consolidada com termos de serviço (SLA) bem definidos, acrescenta ele.
O uso de clouds públicas pelas empresas ainda é baixo, por conta da menor oferta desse serviço. Devido a esse cenário, “a tendência para os próximos anos deverá ser a combinação de clouds privadas e públicas pelas empresas que precisem compartilhar dados”, aposta o executivo da HP.
A HP aposta em soluções de armazenamento e servidores customizadas, pensando a tecnologia como base do negócio do cliente. “A ideia de utilizar a TI como serviço reflete um modelo mais adequado de governança de TI”, pontua Kazuki ao explicar a filosofia da empresa para manter a liderança no mercado de servidores e ter a segunda posição nos segmentos de armazenamento e redes.
Nos últimos 20 anos, os servidores aumentaram a sua eficiência em mais de 20 vezes, com maior capacidade de armazenamento e maior poder computacional, consumindo menos energia e ocupando menos espaço físico. Com isso, foi possível criar estruturas virtualizadas, com várias “máquinas” dentro de um mesmo servidor, percebidas como servidores diferentes pelo usuário.
Uma das investidas da empresa foi na utilização eficiente de energia. A HP lançou uma série de servidores com sistemas de otimização de uso de energia: dissipam menos calor, ocupam 33% menos espaço e consomem 50% menos energia do que as máquinas de duas gerações anteriores. Kazuki explica que os ventiladores usados nessas máquinas têm cerca de 20 patentes e contam com tecnologia similar à usada em turbinas de aviões. “Há muito investimento em tecnologia e materiais para melhorar o rendimento desses servidores”.
Datacenter modular
Com o crescimento da economia, muitas empresas precisam aumentar sua capacidade de processamento e armazenamento de dados. Além da demanda por máquinas, há necessidade de aumentar os espaços físicos para abrigar os datacenters e servidores – é um processo caro –cerca de 50% do custo do datacenter é gasto nas instalações – demorado e de impacto ambiental considerável.
Hoje, a maioria das empresas não tem data centers para sustentar o crescimento previsto para o setor da construção civil. “Somente para as reformas dos atuais estádios, será gasto cerca de R$ 1 bilhão. Para a construção de novas instalações e outras obras, o gasto é estimado em cerca de R$ 10 bilhões” calcula Kazuki.
O setor da construção civil teve um crescimento de 10% só no ano de 2010 – e o crescimento até 2016 deverá ser ainda maior. Essas empresas precisam de serviços diferenciados para responder a um mercado tão concorrido. A TI pode ajudar a construção civil a atingir esse objetivo: “o desafio é fornecer plataformas de gestão robustas, que permitam integrar áreas e processos”, diz o executivo da HP.
Kazuki explica que muitas empresas têm adotado soluções modulares para viabilizar essa expansão. Os chamados Performance Optimized Datacenters (POD)são a solução da HP para empresas com necessidade de aumentar rapidamente as instalações e de modo mais barato utilizando a estrutura de containers.
Cada container tem cerca de 4400 servidores e a estrutura condensa um datacenter de mil metros quadrados utilizando 90% menos espaço em relação aos datacenters comuns, de acordo com o diretor da HP. Usando 95% menos de energia quando comparado a uma instalação predial, o HP POD 240a, também chamado de HP EcoPOD, representa uma nova classe no segmento de datacenters modulares da empresa.
De acordo com Kazuki, “para desenvolver essa solução, a HP apostou em tecnologia e integração, pensando o datacenter de ponta a ponta, inovando na maneira de lidar com a dissipação de calor e usando ar natural no processo de resfriamento das máquinas”. O uso de energia é otimizado ao levar em conta o clima e a carga de TI, reduzindo o gasto energético. Com recursos de acesso remoto, o sistema de controle de temperatura pode ser integrado com as instalações já existentes.
Testes feitos pela empresa mostram que o índice de efetividade no uso de energia (PUE, na sigla em inglês) do HP EcoPOD chega a 1,06 – ou seja, apenas 6% do consumo de energia do datacenter é usado para refrigerar os equipamentos. No pior cenário, esse índice sobe para 20% da energia sendo usada na refrigeração. Nos datacenters construídos com tijolo, o PUE chega a 2,0, com metade da energia consumida sendo usada para manter a temperatura ideal no datacenter.
Empresas do setor de telecomunicação e bancos são alguns dos potenciais clientes dessa solução, pela rapidez com que um datacenter modular pode ser implantado. “Um datacenter tradicional leva mais de dois anos para entrar em funcionamento. Já tivemos projetos que foram implantados no prazo de seis a oito semanas”, compara Kazuki.
Mas o setor de pequenas e médias empresas também deverá partir para soluções modulares, na opinião de Kazuki pela possibilidade de customização e, principalmente, pelo preço. “Os datacenters modulares chegam a ser 75% mais baratos. No caso de um datacenter com uma potência de 1,2 megawatts em projetos executados nos EUA, a economia chegou a US$ 25 milhões”, diz o diretor da HP.
Segundo Alexandre Kazuki, diretor de Marketing da área de Enterprise Server Storage Network (ESSN) da HP, “os outros países da América Latina ainda estão utilizando soluções de virtualização. O Brasil é o país mais preparado para adotar soluções de cloud computing”. Já há uma base privada de cloud computing privada consolidada com termos de serviço (SLA) bem definidos, acrescenta ele.
O uso de clouds públicas pelas empresas ainda é baixo, por conta da menor oferta desse serviço. Devido a esse cenário, “a tendência para os próximos anos deverá ser a combinação de clouds privadas e públicas pelas empresas que precisem compartilhar dados”, aposta o executivo da HP.
A HP aposta em soluções de armazenamento e servidores customizadas, pensando a tecnologia como base do negócio do cliente. “A ideia de utilizar a TI como serviço reflete um modelo mais adequado de governança de TI”, pontua Kazuki ao explicar a filosofia da empresa para manter a liderança no mercado de servidores e ter a segunda posição nos segmentos de armazenamento e redes.
Nos últimos 20 anos, os servidores aumentaram a sua eficiência em mais de 20 vezes, com maior capacidade de armazenamento e maior poder computacional, consumindo menos energia e ocupando menos espaço físico. Com isso, foi possível criar estruturas virtualizadas, com várias “máquinas” dentro de um mesmo servidor, percebidas como servidores diferentes pelo usuário.
Uma das investidas da empresa foi na utilização eficiente de energia. A HP lançou uma série de servidores com sistemas de otimização de uso de energia: dissipam menos calor, ocupam 33% menos espaço e consomem 50% menos energia do que as máquinas de duas gerações anteriores. Kazuki explica que os ventiladores usados nessas máquinas têm cerca de 20 patentes e contam com tecnologia similar à usada em turbinas de aviões. “Há muito investimento em tecnologia e materiais para melhorar o rendimento desses servidores”.
Datacenter modular
Com o crescimento da economia, muitas empresas precisam aumentar sua capacidade de processamento e armazenamento de dados. Além da demanda por máquinas, há necessidade de aumentar os espaços físicos para abrigar os datacenters e servidores – é um processo caro –cerca de 50% do custo do datacenter é gasto nas instalações – demorado e de impacto ambiental considerável.
Hoje, a maioria das empresas não tem data centers para sustentar o crescimento previsto para o setor da construção civil. “Somente para as reformas dos atuais estádios, será gasto cerca de R$ 1 bilhão. Para a construção de novas instalações e outras obras, o gasto é estimado em cerca de R$ 10 bilhões” calcula Kazuki.
O setor da construção civil teve um crescimento de 10% só no ano de 2010 – e o crescimento até 2016 deverá ser ainda maior. Essas empresas precisam de serviços diferenciados para responder a um mercado tão concorrido. A TI pode ajudar a construção civil a atingir esse objetivo: “o desafio é fornecer plataformas de gestão robustas, que permitam integrar áreas e processos”, diz o executivo da HP.
Kazuki explica que muitas empresas têm adotado soluções modulares para viabilizar essa expansão. Os chamados Performance Optimized Datacenters (POD)são a solução da HP para empresas com necessidade de aumentar rapidamente as instalações e de modo mais barato utilizando a estrutura de containers.
Cada container tem cerca de 4400 servidores e a estrutura condensa um datacenter de mil metros quadrados utilizando 90% menos espaço em relação aos datacenters comuns, de acordo com o diretor da HP. Usando 95% menos de energia quando comparado a uma instalação predial, o HP POD 240a, também chamado de HP EcoPOD, representa uma nova classe no segmento de datacenters modulares da empresa.
De acordo com Kazuki, “para desenvolver essa solução, a HP apostou em tecnologia e integração, pensando o datacenter de ponta a ponta, inovando na maneira de lidar com a dissipação de calor e usando ar natural no processo de resfriamento das máquinas”. O uso de energia é otimizado ao levar em conta o clima e a carga de TI, reduzindo o gasto energético. Com recursos de acesso remoto, o sistema de controle de temperatura pode ser integrado com as instalações já existentes.
Testes feitos pela empresa mostram que o índice de efetividade no uso de energia (PUE, na sigla em inglês) do HP EcoPOD chega a 1,06 – ou seja, apenas 6% do consumo de energia do datacenter é usado para refrigerar os equipamentos. No pior cenário, esse índice sobe para 20% da energia sendo usada na refrigeração. Nos datacenters construídos com tijolo, o PUE chega a 2,0, com metade da energia consumida sendo usada para manter a temperatura ideal no datacenter.
Empresas do setor de telecomunicação e bancos são alguns dos potenciais clientes dessa solução, pela rapidez com que um datacenter modular pode ser implantado. “Um datacenter tradicional leva mais de dois anos para entrar em funcionamento. Já tivemos projetos que foram implantados no prazo de seis a oito semanas”, compara Kazuki.
Mas o setor de pequenas e médias empresas também deverá partir para soluções modulares, na opinião de Kazuki pela possibilidade de customização e, principalmente, pelo preço. “Os datacenters modulares chegam a ser 75% mais baratos. No caso de um datacenter com uma potência de 1,2 megawatts em projetos executados nos EUA, a economia chegou a US$ 25 milhões”, diz o diretor da HP.