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A Cisco anunciou nesta semana, um novo Sistema de Convergência de Rede (NCS, sigla em inglês), a nova plataforma da Cisco visa preparar redes para a nova internet, com cada vez mais dispositivos conectados, o que é conhecido como “Internet de Todas as Coisas”.
 
De acordo com o Diretor de Operações da Cisco no Brasil, Anderson André, o NCS permitirá atender novas demandas da rede. “A partir do momento que você move aplicações, que antes funcionavam centralizadas, você começa a exigir demandas de rede diferentes. Há uma imprevisibilidade de tráfego, com necessidade de readequação da infraestrutura”, explica.
A companhia aposta no aumento das transações máquina a máquina (M2M), “totalmente diferente das interações habituais por características de mobilidade, processos e necessidade de adaptação”.
 
A Cisco projeta 50 bilhões de coisas conectadas em 2020, com dispositivos M2M crescendo cinco vezes mais rápido que os dispositivos móveis convencionais. Segundo a empresa até 2017, mais de 22% de todos os eventos em rede serão baseados nesse tipo de comunicação.
O NCS adapta e automatiza a rede, eliminando a necessidade de um operador de redes de comunicações de classificar e passar informações. Em centésimos de segundo, a camada criada pelo NCS – que opera com APIs abertas – realiza a comunicação entre IPs e recursos de transmissão, totalmente controlados por software.
 
A “família” NCS é composta por três componentes, que podem ser gerenciados como um único sistema integrado. São eles o NCS 6000, que traz o primeiro linecard de 1 Tbps do setor, e capacidade de transportar 5 Tbps por slot e 1,2 Pbps por sistema; NCS 4000, que suporta 400 Gbps por slot e 6,4 Tbps por sistema, e o NCS 2000, que se conecta com redes de transporte em taxas acima de 100 Gbps.
 
Os novos lançamentos incorporam o recém anunciado chip da companhia, o Cisco nPower X1. O componente "oferece novos níveis de desempenho e banda larga, bem como controle programável usando APIs abertas e recursos de computação avançados". A empresa diz que o nPower será o primeiro a possibilitar taxas de transferência na casa dos 400 Gbps com apenas um chip, o que permitirá um desempenho da rede multi-terabits e processará trilhões de transações.