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A Cisco acaba de apresentar o "Fog Computing" (computação em neblina ou computação em névoa, em português). O termo refere-se a uma plataforma lançada recentemente pela fabricante e direcionada para o mercado de Internet das Coisas.
A companhia desenvolveu a solução para ajudar empresas a lidarem melhor com quantidades massivas de dados. Batizada de IOx, a tecnologia agrega capacidades computacionais distribuídas nas bordas das redes.
De acordo com o Portal IT Web, com a nova capacidade Cisco IOx, os clientes de todos os segmentos e fornecedores de soluções em todos os setores poderão desenvolver, gerenciar e executar aplicações de software diretamente. Incluindo roteadores, switches e câmeras de vídeo IP. 
 
“Fog Ccomputing é a terceira camada da arquitetura com a qual podemos mover inteligência para os equipamentos nas pontas”, avaliou o líder da área na Cisco, Todd Baker. “O IOx está, realmente, captando nossa visão de longo prazo e tornando-a real”, acrescentou.
Uma vez que a plataforma permite o processamento nas bordas, ou o mais próximo possível das fontes de dados, isso ajudaria organizações a gerenciar melhor toneladas de dados a serem gerados com a evolução da Internet das Coisas.
 
Outra vantagem é que o modelo seria menos caro e menos intensivo no uso de banda necessária para mover os dados para o ambiente em cloud.
De olho nesse mercado, a expectativa financeira da gigante de redes é ver conectados 50 bilhões de dispositivos no começo da próxima década, número que considera conservador. Recentemente o CEO da empresa, John Chambers, falou em oportunidades potenciais da ordem de US$ 19 trilhões.
 
A plataforma IOx, combina open source Linux ao sistema operacional de redes IOS da própria fabricante, por meio de um único dispositivo conectado, permitindo que aplicações rodem e respondam instantemente aos dados criados nos dispositivos.
"A Cisco está contente em acelerar a inovação na Internet das Coisas, oferecendo IOx, que fornece a capacidade de combinar a computação e comunicação sobre nossos roteadores e outros dispositivos. Acreditamos que isso transforma a rede para a quarta plataforma de computação (para além de PCs, celulares e nuvem). Irá desencadear novas aplicações em manufatura, transporte, cidades inteligentes e muitas outras indústrias", disse o Gerente Geral de Internet das Coisas da Cisco, Guido Jouret.