A Cirion Technologies ativou seus protocolos de contingência após o terremoto de 24 de junho de 2026, o primeiro de magnitude 7,5 na Venezuela em quase um século. Em menos de 48 horas, a empresa restabeleceu o anel de conectividade de Caracas e redirecionou o tráfego por rotas internacionais alternativas, mantendo mais de 60% dos clientes operacionais.
A rede doméstica já funciona normalmente. A única pendência é a conexão internacional, interrompida pelo corte físico de um cabo submarino a cerca de 1.800 metros da costa de La Guaira. O cabo, em operação há 20 anos, sem registros de falhas e com disponibilidade histórica de 99,9999%, foi danificado diretamente pelos tremores.
A Cirion integra uma cooperativa internacional de manutenção de cabos submarinos, à qual destina milhões de dólares anualmente. Essa participação garantiu acesso prioritário a uma embarcação especializada, mobilizada em poucos dias. A operação também exigiu autorizações governamentais que, embora normalmente levem mais de 45 dias, foram concedidas rapidamente graças à coordenação com CONATEL e outras autoridades venezuelanas.
A presidente do Cluster Norte da Cirion Technologies, María Claudia Rey Castillo, afirmou que o avanço das operações só foi possível graças ao apoio da CONATEL e de outras autoridades venezuelanas, destacando que procedimentos que normalmente levariam meses foram concluídos em 14 dias.
No ponto de ruptura do cabo submarino, a embarcação responsável pelo reparo utiliza um robô subaquático para localizar e cortar a estrutura. As extremidades são sinalizadas com boias e, em seguida, a parte marinha é trazida à superfície para verificação óptica de eventuais danos adicionais. Confirmada a integridade, a equipe recupera a extremidade costeira e realiza a fusão das fibras com um laser de alta precisão. Após a aplicação de proteções resistentes à pressão, o cabo é recolocado no fundo do mar, a energia é restabelecida a partir da costa e a conectividade é retomada.
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