A Cia.Hering, empresa do segmento de varejo do Brasil, decidiu investir em data centers. A empresa catarinense, com sede em Blumenau, conta agora com dois centros de dados e estuda a possibilidade da construção de um terceiro data center.
Para garantir o melhor funcionamento, a empresa investiu em redes próprias, de fibra óptica, para garantir velocidade na transmissão dos dados.
"Temos sistemas legados relevantes e precisamos que eles funcionem com os demais", explica o Coordenador de Infraestrutura de TI da empresa de varejo, Marcos Brancher.
Integrar o sistema legado com dados oriundos dos mainframes aos novos sistemas, já no ambiente cliente/servidor foi a missão dada à àrea de TI. "Vimos que era necessário fazer uma revisão da nossa arquitetura de processos. A informação precisa estar disponível em tempo real. E estamos migrando para o ERP da SAP. Por isso, optamos em criar os data centers. Para fazer essa transição, a empresa contratou a Service IT solutions.
“A necessidade de mudança não foi fruto de insatisfação com o ambiente de TI virtualizado que já possuíamos. O cenário era de primeira fase da migração de processos corporativos da empresa para o SAP, quando passamos a demandar mais disponibilidade para execução das rotinas e do acesso às informações do banco de dados Oracle”, conta o Coordenador de Infraestrutura de TI da Cia. Hering.
A contingência também foi determinante para que a Cia.Hering apostasse por data centers próprios. "Estamos em Blumenau, uma cidade onde há questões de alagamentos. Nossas plantas estão preparadas para enfrentar esse tipo de catástrofe, mas queríamos um back up e uma contingência efetiva. Colocamos o segundo data center em uma outra planta. Construímos uma rede de fibra óptica para interligar as unidades com 10 Giga e temos o back up dos dados em tempo real!", conta Brancher. Os valores investidos não foram revelados, mas o executivo de TI diz que a opção por data center próprio veio também da ausência de data centers de ponta na região onde estão as unidades da companhia.
"Teríamos que fazer esse espelho em São Paulo, Rio de Janeiro. No Sul não encontramos nenhum data center para nos atender como queríamos. Por isso, partimos para esse projeto. Um terceiro data center está em vista. Para esse podemos estudar uma terceirização, mas o uso da computação em nuvem ainda é um assunto distante aqui para nós", frisa Brancher.